Síndrome de Burnout: o esgotamento físico e mental ligado à vida profissional
Enviada em 29/11/2020
A Terceira Revolução Industrial modificou a forma de trabalho, agora focada em gerar mais em menos tempo. Todavia, esse padrão acelerado de produção causa uma sobrecarga no empregado, que desenvolve doenças, influenciando negativamente a vida profissional do indivíduo.
A priori, sabe-se que o mercado trabalhista está mais competitivo, efeito ocasionado pela inovação do sistema produtivo que demanda maior qualificação do trabalhador, aumentando as responsabilidades e exigências proporcionalmente. Além disso, as extensas horas de incumbências ocupam também, os momentos de descanso e lazer. Consoante a esse cenário, Karl Marx explícita que a alienação resultado de um trabalho denota sacrificar a si próprio, ou seja, tornar-se escravo de organizações.
A posteriori, o trabalhador, para alcançar todas as expectativas impostas sobre ele, esforça-se além de seu limite. Nessa perspectiva, o acúmulo de tarefas tem como consequências a exaustão emocional e física, as enxaquecas, as dores no corpo e o aumento do estresse. Contudo, essas enfermidades podem representar sintomas de um risco maior, a Síndrome de Burnout, já que essa doença acarreta, em casos mais graves, depressão e ansiedade agudas, servindo de obstáculos no cotidiano do profissional. A partir disso, a “Sociedade do Cansaço” de Byung-Chul Han, representa claramente o dia a dia do empregado, que é a procura pela totalidade do desempenho individual, culminando em um ser angustiado.
Destarte, para que o funcionário exerça sua função com qualidade, é imprescindível que o Ministério da Economia trabalhe em conjunto com o Ministério da Saúde, promovendo palestras conscientizadoras, ministradas pelos psicólogos do Sistema Único de Saúde nas empresas, com o objetivo de que os profissionais conheçam a síndrome e, se necessário, busquem tratamento imediato, a fim de proporcionar bem-estar social e profissional dos brasileiros.