Síndrome de Burnout: o esgotamento físico e mental ligado à vida profissional

Enviada em 08/12/2020

Henry Ford é um empresário conhecido por criar no início do século 20 o sistema fordista, o qual tem como característica a longa jornada de trabalhos repetitivos, que causaram inúmeros problemas físicos e mentais nos empregados. Apesar do lapso temporal, hoje, assim como era no fordismo, o modo como o meio de produção é organizado ainda causa transtornos nos profissionais. Desse modo, faz-se necessário entender como o sistema capitalista influencia nos casos da Síndrome de Burnout e os efeitos na saúde da sociedade.

Em primeiro plano, é importante perceber que, o industrialismo é o principal responsável pelo aumento da Síndrome de Burnout na última década. Isso porque, o capitalismo através mídia manipuladora das massas, induz as pessoas a quererem poder aquisitivo, e para isso, o indivíduo trabalha com exageradas cargas horarias. Isso pode ser observado na obra do sociólogo Max Weber, o qual afirma que a sociedade vive em uma ‘jaula de ferro’, que é a burocracia como forma de racionalização, que controla o comportamento e ações  sociais para alcançar o objetivo do sistema. Soma-se a isso a alta competitividade do atual mercado de trabalho, que causam a pressão e o medo do desemprego.

Em segundo plano, é notável que, a saúde da população brasileira é diretamente afetada pelo excesso de trabalho. Já que, segundo a OMS, ter saúde não é apenas a ausência de doenças e sim o bem-estar físico, psicológico e social, então, percebe-se que com aumento dos números de casos da Síndrome de Burnout, que são causados pelo excesso de trabalho, o índice de pessoas saudáveis no mercado desce . isso é notado pelo estudo realizado pela International Stress Managment Association, o qual diz que 30% dos brasileiros sofrem da Síndrome de Burnout.

Assim, com o intuito de reduzir o número de casos de trabalhadores afetados pela Síndrome de Burnout, é preciso que o Ministério da Saúde associado com o Ministério da cidadania, visto que a saúde é um direito social básico, previsto pela constituição de 1988, promovam políticas de saúde no ambiente de trabalho de grandes empresas brasileiras, por meio de palestras realizadas por gestores de recursos humanos, que esclarecem para empresários a importância de investir em um local de trabalho saudável, apresentando exemplos como o Google, Volvismo e Apple, que são empresas de sucesso que protegem a saúde do profissional.