Síndrome de Burnout: o esgotamento físico e mental ligado à vida profissional

Enviada em 02/12/2020

Com o advento da industrialização, as estruturas sociais e econômicas foram significativamente alteradas. Com isso, o ritmo de consumo de bens e serviços se tornou cada vez mais intenso, visto que a facilidade de produção se dava de maneira rápida e efetiva. Entretanto, essa aceleração trouxe vários impactos negativos para uma parcela da população, como, o esgotamento físico e mental causado por essa estrutura. Nesse sentido, a negligência dos limites humanos, atrelada ao silenciamento acerca da conjuntura supracitada, intensificam essa problemática.

Em primeira análise, a manifestação de pensamentos que sobrepõe as necessidades do ser humano, cristaliza os problemas no mundo do trabalho. Isso ocorre a partir do sistema econômico capitalista vigente, em que o acúmulo de lucro é priorizado acima de tudo, e a partilha do capital não ocorre de maneira proporcional entre os envolvidos. Dessa forma, o trabalhador que detêm a mão de obra é submetido a uma intensa carga horária de serviço, em troca de salários irrisórios, o que contribui para seu desgaste físico e mental. Segundo o sociólogo Karl Marx: “ A desvalorização do mundo humano cresce em razão direta da valorização do mundo das coisas”. Logo, a manutenção desse sistema prioriza somente o que é produzido em detrimento do sofrimento de quem produz.

Ademais, a omissão dos problemas enfrentados acarreta em um aumento de pessoas acometidas por síndromes ocasionadas no ambiente de trabalho. Isso resulta da falta de debates pessoais e profissionais no meio corporativo, no qual ocorre uma objetificação do ser humano, visto que quando há uma insatisfação ou opinião dada por aquele que não seja o gestor da empresa, há um descaso devido à sua posição hierárquica. De acordo com o filósofo Aristóteles: “ O homem é um ser social”. Assim, a falta de socialização causa um afastamento no que tange à comunicação exercida pelos funcionários, o que leva a um acúmulo de problemas.

Portanto, é necessário que medidas sejam tomadas para diminuir os problemas no campo do trabalho. Logo, as empresas devem reduzir a carga horária dos empregados. Isso deverá ser feito através da contratação de novos funcionários, além de oferecer a opção remota de serviço entre o seu local residencial e a empresa, a fim de respeitar os períodos de descanso que o operário precisa obter. Outrossim, manter uma comunicação sólida com os contratados, por meio da abertura de locais de diálogo em relação às inovações de ideias e insatisfações, com o objetivo de dar voz a todos indivíduos, independente da posição social ocupada. Dessa forma, o avanço pessoal conseguirá acompanhar o progresso econômico da empresa.