Síndrome de Burnout: o esgotamento físico e mental ligado à vida profissional
Enviada em 04/12/2020
No decorrer dos anos, a sociedade desenvolveu-se nos mais variados aspectos e isso seguirá ocorrendo, exatamente como previa o filósofo grego Heráclito quando formulou o Princípio da Impermanência. Diante dessas evoluções, uma das área que mais modifica-se é a profissional, isto é, em virtude da globalização e progressos sociais, o mercado de trabalho presenciou um exponencial aumento no nível de competitividade entre os trabalhadores. Assim sendo, cada cidadão é obrigado a dedicar-se inteiramente para conquistar ou manter seu emprego, por consequência, algumas pessoas sofrem com o esgotamento físico e mental. Logo, faz-se relevante abordar os malefícios advindos dessas exaustões, bem como discorrer sobre as origens do problema.
Em primeira análise, é preciso citar a pressão e a estrutura inadequada na qual os servidores - de diferentes campos de atuação - estão expostos diariamente. Tal contexto comprova-se como vetor da Síndrome de Burnout, haja visto que o conceituado médico brasileiro Drauzio Varella proferiu a seguinte sentença: “A Síndrome de Burnout é um distúrbio psíquico provocados por condições de trabalho desgastantes.” Somados ao contexto supracitado está o distanciamento familiar causado pela rotina de expediente, isso porque o cotidiano obriga os pais a dedicarem todas as energias na profissão, com a intenção de conseguir um avanço financeiro. Dessa forma, o contato das pessoas amadas - que, na maioria das vezes, é o principal combustível de motivação - torna-se escasso, por conseguinte, os indivíduos perdem o seu alicerce, a família, e acabam por tornarem-se frágeis, o que os leva a uma extenuação física e mental.
Em segunda análise, vira essencial mencionar as decorrências negativas interligadas com a esgotante vida trabalhista. De imediato, é imprescindível enfatizar os pensamentos de desistência, cansaço e até suicidas das pessoas que possuem um altíssimo nível desânimo com a carreira ocupacional que segue. Nessa conjuntura, transfigura-se como essencial mencionar o raciocínio da escritora francesa Simone de Beauvoir que corrobora com as ideias descritas anteriormente: “A morte parece menos terrível quando se está cansado.” Tal proposição ratifica de forma veemente a gravidade da problemática referente ao esgotamento psicológico e corporal de muitos servidores.
Frente às discussões apresentadas, fica indiscutível a necessidade de existir um período de relaxamento e entretenimento no dia-a-dia da nação. Nesse contexto, cabe à própria sociedade civil encontrar atividades que tragam um descanso para todo o seu ser, com isso diminuir-se-ia a taxa de estresse em cada um, o que evitar-se-ia o surgimento da Síndrome de Burnout e, consequentemente, traria uma melhor qualidade de vida para essas pessoas.