Síndrome de Burnout: o esgotamento físico e mental ligado à vida profissional

Enviada em 04/12/2020

A Segunda Revolução Industrial trouxe a inovação da energia elétrica para os galpões das fábricas.

No entanto, o que poderia trazer melhorias para a vida laboral, significou maior sobrecarga para os trabalhadores. De modo similar, o mundo pós-moderno e globalizado difunde a ideia de que o empregado pode ser empreendedor de si mesmo. Assim, dotado de maior autonomia e de ferramentas tecnológicas que permitem a conexão ao trabalho de qualquer lugar e a qualquer hora,  o indivíduo torna-se mais propenso a desenvolver a síndrome do esgotamento profissional.

E uma primeira análise, é preciso ressaltar o contexto sob a lógica da Globalização. Nesse sentido, uma das premissas do capitalismo é a de que o trabalhador deve ascender pelos seus próprios méritos. Desse modo, a fim de desenvolver-se profissionalmente e destacar-se dos demais, o indivíduo precisa especializar-se cada vez mais. Com isso, investe-se mais tempo e recursos financeiros em cursos de aprimoramento. Não obstante, esse investimento em capital humano ocorre concomitantemente à vida laboral, resultando em uma rotina altamente estressante e desequilibrada.

Em uma segunda análise, cabe destacar que o avanço tecnológico possibilitou uma maior integração entre o trabalhador e o seu espaço laboral. Dessa forma, o serviço deixa de fazer parte exclusivamente da rotina do escritório e adentra a esfera pessoal, por intermédio do trabalho remoto. Nesse sentido, é possível notar como a pandemia do novo Coronavírus evidenciou essa realidade, na qual torna-se difícil administrar afazeres domésticos, família e o impulso de trabalhar mais do que o necessário, negligenciando, em alguns casos, horário de almoço e de descanso, o que pode gerar os sintomas de esgotamento.

Portanto, visando prevenir o demasiado esforço, físico e mental, que podem levar ao esgotamento profissional é preciso investir em uma rotina de trabalho mais salutar. Para isso, as empresas devem estar atentas aos colaboradores. Por intermédio do gestores de Recursos Humanos é possível elaborar pesquisas de satisfação do clima empresarial, e assim, escolher estratégias para tornar o trabalho menos estressante. Outrossim, investir na saúde ocupacional, disponibilizando intervalos com sessões de alongamento e relaxamento  farão os trabalhadores sentirem-se menos cobrados e mais apreciados, gerando a sensação de acolhimento e bem-estar geral.