Síndrome de Burnout: o esgotamento físico e mental ligado à vida profissional

Enviada em 04/12/2020

Pawel Kuczynski, ilustrador e desenhista polonês, mostra em suas obras um meio social injusto, falido e com valores distorcidos. De maneira análoga às intenções artísticas do polaco, a Síndrome de Burnout, associada ao esgotamento físico e mental dos profissionais é uma das faces mais perversas de uma sociedade em desenvolvimento. Com isso, urge a necessidade de debate acerca desse imbróglio, seja pela sua ligação com o medo do desemprego ou pela importância de fomentar o autocuidado entre os cidadãos.

Em primeira análise, é essencial destacar que desde o início da 3ª Revolução Industrial, no seculo XX, e os seus grandes avanços tecnológicos culminaram, inevitavelmente, na automação dos serviços. Dessarte, consequentemente, houve redução do número de vagas no mercado laboral. De modo que o risco de ficar desempregado induz a classe trabalhadora a se esforçar ao máximo, em muita das vezes, além dos seus limites, com o intuito de tentar zelar pela manutenção do seu emprego. À vista disso, favorece-se o surgimento de patologias, a exemplo da Burnout anteriormente citada.

Em segunda análise, é notório que o trabalho exarcebado pode facilitar a manifestação de um Estado de Anomia, sendo este, segundo Durkheim, o desvio das leis naturais. Destarte, é indubitável a relevância de fazer uso da autopreservação para asseverar a saúde individual. Afinal, como explicíta Cícero, escritor e estadista romano: “a saúde é conservada pelo conhecimento e observação do próprio corpo. De forma a corroborar a urgência de inclusão de hábitos saudáveis como estratégia para assegurar o equilíbrio mental e fisiológico humano.

Infere-se, portanto, que é imprescindível alterar-se o quadro atual de rotinas hiper aceleradas. Assim, cabe ao Congresso Nacional, em parceria com o Ministério da Educação, combater o desemprego estrutural e impulsionar a Cultura do Autocuidado entre as pessoas. Por meio da criação de leis mais eficientes para proteger os trabalhadores das demandas exaustivas de trabalho sem correrem o risco de serem despedidos, e ainda, da distribuição de livros, folhetos e cartilhas educativas a respeito das formas de autoproteção. Com o fito de ratificar mudanças e diminuir o aparecimento da síndrome em questão.