Síndrome de Burnout: o esgotamento físico e mental ligado à vida profissional
Enviada em 07/12/2020
Todos os dias milhares de pessoas acordam, trabalham, retornam para suas casas e dormem, essa é a rotina de grande parte da população brasileira. Com isso, a insônia, exaustão e estresse são alguns sinais da Síndrome de Burnout, pois, devido a alta cobrança de produtividade, cargas horárias maiores, repetição de atividades, entre outras acabam gerando o desgaste e esgotamento físico e mental, que propicia o surgimento da Síndrome.
De acordo com a “International Stress Management Association” (ISMA-BR), 30% dos mais de 100 milhões de trabalhadores brasileiros sofrem com o problema. Constantemente, empresas ignoram as leis trabalhistas e exigem mais de seus operários sem se importar com o bem estar do individuo, o mesmo por medo de perder seu emprego apenas obedece, um exemplo disso seria os funcionários que mesmo após o fim do expediente continuam trabalhando, deixando de lado sua vida pessoal e social.
O filme “Tempos Modernos” de Charlie Chaplin demonstra uma época em que o fordismo predominava, e que nas empresas fordistas os trabalhadores só tinham unicamente uma função. Além disso, o filme retrata problemas encontrados pela repetição de atividades em que o personagem Charlie Chaplin, após trabalhar na mesma função todos os dias acabou desenvolvendo distúrbios na coordenação motora e mesmo quando retornava para sua casa os movimentos feios por ele na fábrica continuavam.
Dado o exposto conclui-se que, cabe às empresas zelar pela saúde mental e física dos empregados, de inicio, cumprindo as leis trabalhistas de maneira correta, alternar as atividades realizadas por eles transformando o ambiente de trabalho em um lugar agradável e calmo. Cabe também ao trabalhador ter mais conhecimentos sobre seus direitos e exigi-los, além de buscar por lazer nos seus momentos vagos. Consequentemente, o problema será dizimado e a diminuição de casos com a Síndrome de Bornout acabará diminuindo.