Síndrome de Burnout: o esgotamento físico e mental ligado à vida profissional

Enviada em 07/12/2020

A Revolução Industrial foi responsável por grandes transformações no processo produtivo, porém consolidou na exploração do trabalho humano. Semelhante à realidade brasileira, a Síndrome de Burnout está presente na sociedade contemporânea, devido à falta de conciliação entre vida profissional e pessoal, e da falta de discussão sobre a doença.

De princípio, nota-se que é de extrema importância a harmonização entre o trabalho e a vida particular dos cidadãos. Sobre isso, segundo o filósofo Aristóteles, para alcançar a felicidade é necessário ter equilíbrio. Nessa perspectiva, para ter estabilidade mental, precisa-se obter limites em relação ao emprego exercido, por meio de horários flexíveis e descansos, conforme solicitado na Consolidação das Leis Trabalhistas, que estipulam a quantidade de horas trabalhadas.

Outrossim, a desatenção do assunto da Síndrome de Burnout é um dos fatores para a progressão do problema. De acordo com a pesquisa realizada pela International Stress Management Association (Isma), 30% dos brasileiros sofrem com o transtorno do esgotamento profissional. Sendo assim, conforme o pensador, Mario Sergio Cortella, “estamos na era do excesso de informação, mas também de falta de conhecimento”. Com isso, a ausência do debate tem propagado na falta da conscientização da população, acarretando no desinteresse da busca por tratamento.

Ademais, para melhorar o equilíbrio da vida social, é necessário que medidas sejam aplicadas. Por conseguinte, cabe às empresas (privadas e públicas) promover debates relacionado a exaustão demasiada de trabalho e a Síndromes de Burnout, por meio de psicólogos e agentes da área para acompanha-los, visando o desenvolvimento dos funcionários. A partir dessa ação, será possível em médio e a longo prazo um impacto de redução nessa problemática.