Síndrome de Burnout: o esgotamento físico e mental ligado à vida profissional

Enviada em 05/12/2020

Síndrome de Burnout é um tipo de transtorno psicológico associado à exaustão mental causada por excesso de trabalho, comprometendo de maneira negativa, a vida do portador, pois contribui significativamente para o desenvolvimento de quadros depressivos e o aumento do consumo de remédios psiquiátricos, corroborando também para a elevação na taxa de indivíduos quimicamente dependentes. Ademais, a autocobrança em demasia causada pelo próprio sujeito ou pressão por parte dos empregadores aprofundam ainda mais o sentimento de esgotamento físico e mental.

Nos últimos anos, a indústria farmacêutica tem lucrado absurdamente ao colecionar receitas de drogas psicotrópicas, sendo a consequência de uma geração que, cada vez mais, desenvolve problemas de cunho psicológico gerados em ambientes de trabalho. A depressão, apelidada de maneira não tão carinhosa como a “doença do século” tem se tornado tão comum quanto o hábito de se escovar os dentes. Se Durkheim, sociólogo alemão, pudesse analisar de perto o assunto em vigência, afirmaria depreender-se de um fato social, onde o indivíduo sofre coerção de uma sociedade completamente imediatista.

A irresponsabilidade emocional por parte dos empregadores ou até mesmo o excesso de autocobrança por parte dos assalariados apenas faz com que acentue o crescimento de síndromes como a de Burnout. Longas jornadas de trabalho, curtos períodos para conclusão de metas ou até mesmo conflitos entre os profissionais, são situações que, nitidamente, corroboram para que haja comprometimento na saúde mental do sujeito. Por conseguinte, o ideal seria que a harmonia e o bem estar social estivessem sempre em pautas a serem priorizadas.

Em suma, é imprescindível que medidas que revisem a valorização da sanidade mental no âmbito profissional sejam adotadas de acordo com as necessidades e particularidades de cada sujeito ou empresa. O desenvolvimento de espaços que propiciem momentos de lazer e descontração, adoção de pets que aliviem o clima de tensão e a implementação de profissionais especializados na área da saúde mental em instituições que contem com um grande grupo de colaboradores são alternativas para tornarem as jornadas de trabalho menos desgastantes. Aos autônomos, priorizar sessões de terapia, a prática regular de exercícios físicos e o desenvolvimento de estratégias que visam um melhor aproveitamento do tempo, poderiam atenuar ou até mesmo prevenir psicopatologias como a de Burnout. Dessa forma, voltarão-se os olhos de maneira empática a aqueles que precisam e colaborarão para a construção de ambientes mais harmônicos.