Síndrome de Burnout: o esgotamento físico e mental ligado à vida profissional

Enviada em 05/12/2020

Quando citada a palavra “trabalho” é comum relacionar o seu significado a uma atividade regular e remunerada, tal definição ganhou incentivo e se mantém até hoje graças ao capitalismo, todavia, à mesma não possuí apenas esta interpretação, trabalho pode ser aquilo que o homem faz para se entreter e criar sem necessariamente almejar lucro. Mas, com o aumento da industrialização e da concorrência do mercado ficou cada vez mais difícil o cidadão ocupar-se sem ser cobrado pelo patrão ou por si mesmo, tais cobranças acabam interferindo negativamente em sua vida pessoal e profissional podendo gerar problemas de saúde.

Com o avanço da ciência e medicina foi possível desvendar as doenças e descobrir novas enfermidades, no século XXI muito se comenta a respeitos dos transtornos psicológicos, a síndrome de Burnout, causada principalmente pelo excesso e estresse de trabalho é um exemplo disso. É preciso porém esclarecer que, por mais comum que seja tal síndrome muitas vezes esta não é identificada pelo enfermo, achando que tal cobrança física e mental, fadiga, descontentamento e estresse são normais, devido ao trabalho o funcionário acaba deixando a questão de lado e continua seguindo ou aumentando um ritmo cada vez mais desgastante de serviço.

Em detrimento disso, o funcionário prejudica o seu bem-estar e vida pessoal ao deixar de praticar o autocuidado, possuir hobbies e de ter lazer achando que está agindo errado ou tendo pensamentos de que poderia ser mais útil cumprindo metas.

Não se pode esquecer do fato de que, em alguns casos a empresa prejudica mais do que oferece apoio ao funcionário, cobrando do colaborador muito mais do que ele pode oferecer e dando o feedback ao mesmo de maneira completamente impessoal e indireta, utilizando os dispositivos tecnológicas para aumentar ou criar essa distância no relacionamento profissional.

Para reverter essa problemática é necessário as empresas investirem e priorizarem a comunicação entre seus funcionários pessoalmente, além de limitarem as suas cobranças encima dos mesmos, a fim de construírem um ambiente profissional mais confortável e agradável. Ademais, cabe ao funcionário caso se sinta desconfortável ou descontente comunique seus superiores, cabe a eles a criação de uma ala para a avaliação do quadro e orientação para autoridades competentes como psicólogos ou orientadores. Desta forma será possível desenvolver um bom ambiente tanto para a indústria quanto para o colaborador, os dois lados estando em consenso e em harmonia a obtenção de lucro será viável e proficiente a todos.