Síndrome de Burnout: o esgotamento físico e mental ligado à vida profissional
Enviada em 09/12/2020
Na obra cinematográfica “Tempos Modernos”, o protagonista Charlie Chapplin demonstra sua exaustão em trabalhar constantemente, fazendo os mesmos movimentos todos os dias. Fora da ficção, apesar das formas de trabalho terem evoluído, esse problema ainda existe, já que é crescente o número de pessoas com Síndrome de Burnout. Essa doença, gerada pelo excesso de trabalho, é intensificada pelo consumismo e pode gerar diversos problemas psicológicos.
Mormente, é imperioso ressaltar que a cultura do consumo instaurada na sociedade gera uma maior busca pela riqueza. Consoante o filósofo Adorno, a indústria transformou até mesmo a arte em produtos a serem consumidos, além de convencer as pessoas a comprarem diversos objetos. Dessa forma, muitos indivíduos buscam enriquecer para gastar o fruto do seu trabalho em mercadorias, muitas delas desnecessárias e compradas para trazer uma felicidade temporária. Para isso, há o aumento da carga horária e, consequentemente, do esgotamento psicológico e físico do proletariado.
Por conseguinte, vale salientar que essa rotina desgastante pode gerar múltiplos problemas na saúde mental do indivíduo. Segundo o site G1, em dezembro de 2020, o Brasil é o país com maior índice de ansiedade no mundo. Assim, grande parte do número de pessoas ansiosas se deve pelo estresse gerado no emprego, causando a Síndrome de Burnout. Com essa doença, a pessoa se exaure mentalmente e fisicamente, podendo desencadear maiores complicações psicológicas.
Destarte, é indubitável a necessidade de mudanças. Cabe ao Ministério da Cidadania, juntamente à mídia, alertar os empregados acerca dos problemas que o excesso de trabalho pode gerar à eles, por intermédio de palestras e propagandas com psicólogos. Isso deve ser feito a fim de prevenir a Síndrome de Burnout, evitando o esgotamento mental dos diversos funcionários brasileiros. Dessa maneira, a exaustão do protagonista no filme supracitado é evitada na vida real.