Síndrome de Burnout: o esgotamento físico e mental ligado à vida profissional
Enviada em 06/12/2020
Desde a implantação do sistema capitalista, o proletariado tem sido cada vez mais desumanizado e submetido à jornadas excessivas de trabalho e pressão de seus superiores. Como consequência, a síndrome de burnout, também conhecida como esgotamento profissional, é um estado de estresse extremo e esgotamento mental, no qual trabalhador se encontra após ser exposto a essa pressão exaustiva no ambiente de trabalho. Nesse âmbito, fica evidente que a síndrome de burnout precisa ser tratada com seriedade para sanar a série de problemas que afetam não só a vida profissional dos trabalhadores, mas também a vida pessoal dos mesmos.
Primordialmente, é importante ressaltar que, de acordo com uma recente pesquisa da International Stress Menagement Association (ISMA), o Brasil ocupa o segundo lugar no ranking mundial dos
trabalhadores mais estressados do mundo, perdendo apenas para o Japão. Nesse viés, profissionais como policiais, professores e médicos são os mais afetados pelo esgotamento profissional, pois existe uma alta responsabilidade sobre os mesmos, ademais, são profissionais que não se desligam do trabalho, porque acabam levando as questões profissionais para a casa. Assim, gera-se um alto nível de estresse, ansiedade e exaustão psicológica.
Outrossim, é necessário analisar as causas da síndrome que tem afetado cada vez mais profissionais. A princípio, segundo a especialista Silvia Cury Ismael, gerente do Serviço de Psicologia do Hospital do Coração de São Paulo (HCor-SP), a síndrome de burnout não surge após um único momento de estresse, ela é a junção de uma série de acontecimentos estressantes no ambiente de trabalho. Além disso, pode apresentar sintomas físicos e mentais que vão dos mais leves como dores de cabeça, insônia, mudanças de humor e cansaço, até os mais graves como início de depressão, pensamentos suicidas, isolamento, entre outros. Logo, se faz urgente a preservação da saúde dos funcionários dentro do ambiente profissional.
Infere-se, portanto, que para sanar o impasse em questão, urge que o Ministério do Trabalho em parceria com o Ministério da Saúde, desenvolvam melhores condições para os trabalhadores que sofrem com o distúrbio. Por meio de reuniões e debates corporativos obrigatórios, ministrados por psicoterapeutas especializados na área, além da imposição de redução da carga horária dos funcionários, maiores prazos de entrega para projetos e acompanhamento psicoterapêutico disponibilizado gratuitamente para os funcionários, de modo que os mesmos possam aprender a identificar os sintomas da síndrome e serem influenciados a ter mais autocuidado. Somente assim será possível alcançar uma redução do número de afetados pela síndrome de burnout e garantir melhor qualidade de vida para o proletariado.