Síndrome de Burnout: o esgotamento físico e mental ligado à vida profissional

Enviada em 06/12/2020

Combate ao estresse no trabalho.

Segundo a pesquisa realizada pela International Stress Management Association (ISMA), 30% dos brasileiros sofrem com a síndrome de Burnout. Fato que ocorre graças ao competitivo mercado de trabalho, que sobrecarrega fisicamente e mentalmente os empregados através das enormes cobranças diárias, assim, causando inúmeros estragos piscicológicos como, por exemplo, a depressão.

Primeiramente, deve-se analisar a realidade do trabalhador no país. Nela, ele é sobrecarregado por condições de trabalho desgastantes, direcionando toda sua energia e tempo em seu emprego, e, quando não conseguem o reconhecimento esperado, perdem o estímulo para desempenhar sua função, e por conseguinte, sofre um caso de Burnout. De acordo com Lívia Vieira, psicóloga do Hapvida Saúde, " o indivíduo após tanto se doar, acaba afetando sua mente, o psicológico e o corpo literalmente adoece, pois toda essa situação diminui a imunidade", afirma.

Outrossim, de acordo com a pesquisa da ISMA, o Brasil ocupa o segundo lugar no ranking mundial de trabalhadores mais estressados do mundo. Nesse sentido, profissões como médicos, policiais e professores, são os mais afetados por essa problemática, pois existe grande responsabilidades e exigências sobre os mesmos, além disso, não conseguem se desvincular do trabalho e levam seus problemas para casa, o que resulta em um alto nível de estresse.

Portanto, de acordo com essa realidade cabe ao Ministério da Saúde, de forma paliativa, disponibilizar aos profissionais, mensalmente, atendimento gratuito com psicólogos, tanto em hospitais como em faculdades, a fim de reverter a síndrome de Burnout. Concomitante a isso, o Ministério do Trabalho  deve criar melhores condições de trabalho aos trabalhadores mais afetados pelo problema, através de um planejamento de redução de carga horária, deste modo, podendo recuperar a qualidade de vida para todos os profissionais.