Síndrome de Burnout: o esgotamento físico e mental ligado à vida profissional

Enviada em 07/12/2020

Na obra “Utopia”, do escritor inglês Thomas More, é retratada uma sociedade perfeita, na qual padroniza-se pela incapacidade de conflitos e problemas. No entanto, o que se observa na realidade contemporânea é o oposto do que o autor prega, uma vez que a Síndrome de Burnout apresenta barreiras, como quais dificultam a concretização dos planos de More. Esse cenário antagônico é fruto da ausência de fiscalização, quanto à falta de conciliação de tempo entre vida pessoal e profissional. Diante disso, é fundamental a contestação desse aspecto, a fim do funcionamento da sociedade.

Primordialmente, é imprescindível pontuar que a Síndrome de Burnout deriva da baixa atuação dos governos, cabendo averiguar tais recorrências. Segundo o pensador Thomas Hobbes, o estado é responsável por garantir o bem-estar da população, entretanto, nota este carecer no Brasil. A falta de execução por parte da Superintendência Regional do Trabalho (SRT), acarreta empecilhos na exploração do colaborador. Visto que, mais de 30% dos brasileiros sofre da Síndrome de Burnout, de acordo com a International Stress Management Association (ISMA). Desse modo, urge uma postura estatal a resolução desse problema.

Ademais, é imperativo ressaltar que o avanço tecnológico pode propagar ao avanço do excesso de trabalho, em razão que o funcionário permaneça a trabalhar mesmo após sua jornada. Partindo desse pressuposto, de acordo com a ISMA e a Revista Galileu de 2017, uma falta de produtividade causada pela exaustão gera prejuízo de 3,5% ao PIB, devido ao esgotamento profissional. Tudo isso retarda a resolução do empecilho, já que por muitas vezes o indivíduo não saiba separar o tempo de descanso e o tempo de trabalho, necessitando que haja um equilíbrio entre ambos.

Assim, medidas exequíveis são necessárias para conter esse avanço da problemática na sociedade brasileira. Por conseguinte, com intuito de mitigar a Síndrome de Burnout, necessita-se, urgentemente, que a Consolidação das Leis do Trabalho averigue, com mais necessidade, se empresas estão cumprindo o que estipula a lei, cobrando relatórios de cada funcionário e tendo um controle sobre. E as empresas passem a oferecer semanalmente acompanhamento psicológico aos colaboradores, para auxiliar cada um desses. Desse modo, atenuar-se, em médio longo prazo, o impacto nocivo do transtorno, e pôr fim a sociedade concretizará a Utopia de More.