Síndrome de Burnout: o esgotamento físico e mental ligado à vida profissional

Enviada em 07/12/2020

A síndrome de Burnout é caracterizada pelo esgotamento físico e mental que está diretamente ligado à vida profissional. A Organização Mundial da Saúde (OMS) define saúde como “um completo estado de bem estar físico, mental e social e não somente a ausência de doenças e enfermidades”. Diante dessa premissa, é possível afirmar que a síndrome de Burnout trata-se de um problema de saúde pública e, além de afetar o âmbito profissional, também afeta a vida pessoal de um indivíduo e a sociedade como um todo.

O psicanalista Herbert Freudenberg desenvolveu o conceito de Burnout após observar como o trabalho e o estresse afetavam os seus colegas. A pressão imposta pelos empregadores, a carga horária excessiva, a alta cobrança e o acúmulo de trabalho, juntamente com a vida pessoal, afetam a vida de uma pessoa, colaborando para o cansaço físico e mental, influenciando no desempenho profissional e pessoal.

A síndrome de Burnout, possuí diversos estágios como o descaso com as necessidades pessoais, isolamento, fuga de conflitos, comportamento antissocial, sensação de vazio interior e, em casos mais graves pode desencadear  depressão e ansiedade. Nessa perspectiva, nota-se que o convívio social e familiar, e os momentos de lazer são deixados em segundo plano, o que é um agravante para essa situação.

Segundo a Internation Stress Management Association (ISMA-BR), o Brasil está em segundo lugar na lista de países com maior número de pessoas afetadas pela síndrome de Burnout, além disso, é um dos países com a maior taxa de casos de ansiedade e depressão. Esses dados mostram o quanto esse cenário é preocupante e que há um descaso em relação à integridade física e psicológica dos funcionários nas empresas, ademais, também há pouca repercussão sobre esse assunto.

Na sociedade contemporânea a saúde mental dos indivíduos está sendo cada vez mais afetada devido a pressão imposta no trabalho e a cobrança exacerbada de si mesmo. Portanto, o Ministério da Saúde, juntamente com as mídias sociais, devem promover campanhas que abordem o assunto, com a finalidade de disseminar informações sobre essa problemática. O Governo também deve aprimorar a fiscalização das Leis Trabalhista, a fim de diminuir os abusos dentro das empresas. Por fim, as empresas, em parceria com o Ministério da Saúde, devem oferecer apoio psicológico no ambiente de trabalho, com o intuito de diminuir e tratar os problemas psicológicos dos empregados.