Síndrome de Burnout: o esgotamento físico e mental ligado à vida profissional

Enviada em 07/12/2020

O processo de industrialização e o crescente avanço tecnológico possibilitaram a criação de emprego para milhares de pessoas. Apesar de gerar trabalho, instaurou um ambiente focado na produtividade excessiva, sem preocupação direta com o emocional e físico do trabalhador. Diante desse descaso, a síndrome de Burnout se tornou um grande desafio a ser enfrentado, tanto dentro das empresas como no sistema de saúde.

De acordo com a Internacional Stress Management Association (ISMA), aproximadamente 30% dos trabalhadores brasileiros sofrem de Burnout. Esse dado torna-se mais preocupante ainda, visto que são poucas as empresas que adotam políticas voltadas à saúde mental e promovem palestras sobre o tema. Dessa maneira, inúmeros profissionais que sofrem dessa doença acabam não sabendo direito do que se trata e por conta disso não procuram ajuda.

Além disso, é difícil diagnosticar essa síndrome porque os sintomas são muito parecidos com o de outras doenças, destaca o psicólogo Ueliton Pereira. Ou seja, além da falta de informação que há sobre o assunto, há também a dificuldade de precisão. Dessa forma, situações de insalubridade no trabalho persistem e sem perspectiva de melhora, visto que o diagnóstico é complicado e medidas paliativas não são tomadas.

Diante dos fatos, é crucial que as empresas contratem psicólogos para palestrar sobre o Burnout e forneçam condições de trabalho melhor, com carga horária correta e respeitando os limites de cada indivíduo, a fim reverter o quadro atual de casos. Ademais, faz-se necessário o Ministério da Saúde, por meio da mídia, divulgue conteúdos informativos sobre a doença, a fim de alertar a população sobre o tema. Por fim, é fundamental os governos federal, estadual e municipal direcionem verba ao SUS, para o diagnóstico eficiente e tratamento preciso da síndrome, com o propósito de corrigir o descaso existente.