Síndrome de Burnout: o esgotamento físico e mental ligado à vida profissional

Enviada em 07/12/2020

De acordo com Aristóteles, “A base da sociedade é a justiça”. Entretanto, o contexto do Brasil do século XXI contraria-o, uma vez que a síndrome de Burnout se demonstra como uma questão de injustiça, já que afeta a saúde mental dos funcionários por exaustação no trabalho. Diante dessa perspectiva, percebe-se uma consolidação de um grave problema, em virtude do excesso de trabalho e do acarretamento de doenças por estresse.

Em primeiro plano, evidencia-se que o excesso de trabalho é um grande responsável pela complexidade do problema. Um dos fatores que explica isso é uma conduta abusiva das empresas, com o estabelecimento de metas inatingíveis e pressões para que os funcionários as alcance. Segundo uma pesquisa realizada pela Qualintin, 21% dos gestores entrevistados acreditam que as metas estabelecidas não são alcançáveis. No entanto essa estratégia tem um resultado paradoxal, devido a pressão os funcionários tem momentos de desorganização, desatenção e desânimo no trabalho, o que está no seu rendimento e gera prejuízos para a empresa. Segundo o cálculo do ISMA de 2010, uma falta de produtividade causada pela exaustão no trabalho gerou prejuízo de 3,5% no PIB brasileiro.

Em consequência disso, surge a questão do acarretamento de doenças por estresse, que intensifica a gravidade do problema. É importante destacar uma pesquisa feita pela Organização Mundial da Saúde (OMS) que evidencia efeitos gerados da Síndrome de Burnout relacionado com sentimentos negativos. Diante disso, o excesso de trabalho gera estresse, falta de sono e descuido com cuidados básicos, como alimentação e saúde. Isso facilita o desenvolvimento dessa doença, um estado de esgotamento físico e mental que, se não tratada, pode resultar em depressão e ansiedade. Segundo pesquisas feitas pelo ISMA-B, 30% dos profissionais brasileiros sofrem dessa doença, um cenário carecente de mudanças.

Portanto, para que a Síndrome de Burnout deixe de fazer parte da realidade brasileira, medidas necessárias precisam ser tomadas. Logo, cabe ao Ministério da Economia junto ao Estado redija leis para adaptar as condições de trabalho, por meio da colaboração de psicólogos auxiliando os profissionais, porque mesmo que com muito progresso após a Consolidação das Leis Trabalhistas (CLT) ainda existe a exploração laboral que gera o esgotamento psíquico. Dessa forma, tais medidas visam combater o empasse de forma precisa e democrática.