Síndrome de Burnout: o esgotamento físico e mental ligado à vida profissional
Enviada em 07/12/2020
No Brasil, cerca de 33 milhões de cidadãos sofrem da Síndrome de Burnout, segundo a OMS. Essa síndrome explica o esgotamento do indivíduo advindo do excesso da atividade profissional e constante pressão nesse meio. Isso ocorre pela aplicação do modelo capitalista no mercado de trabalho, o qual visa somente o lucro, que acaba gerando enorme pressão e, posteriormente, depressão no empregado.
Notoriamente, o filme “Tempos Modernos”, de 1936, estrelado por Charles Chaplin, demonstra o modelo capitalista no âmbito profissional. Este possui uma cena que deixa claro que o gerente prefere máquinas do que humanos, pois estas não possuem necessidades, e, consequentemente, trabalham mais, gerando mais lucro para o líder. Da mesma forma, isso ocorre na rotina profissional dos trabalhadores brasileiros, que encontram-se sob grande pressão na maior parte de sua jornada ocupacional, e estão, a todo instante, colocando as necessidades do serviço acima das suas, por medo de perder o emprego.
Além disso, todos esses fatores contribuem para o desenvolvimento de diversos distúrbios psicológicos, como a Síndrome de Burnout, podendo levar à depressão. Isso se deve a carência de autocuidado por parte dos funcionários e a falta de incentivo deste por parte da empresa, a qual, não levando em conta a saúde mental do contratado, acaba prejudicando a si mesma, pois ele será menos eficiente em suas atividades, gerando, consequentemente, menor lucro para a empresa.
Desse modo, cabe às empresas, adotar mediadas que diminuam a incidência dessa síndrome e de distúrbios relacionados. As instituições devem aderir acompanhamento psicológico gratuito e obrigatório dentro de sua grade, por meio da contratação de profissionais capacitados e que tenham especialidade na Síndrome de Burnout, fazendo com que os funcionários passem a se sentir mais acolhidos pela empresa, e, possam tratar desse esgotamento, mantendo sua eficiência e saúde em dia.