Síndrome de Burnout: o esgotamento físico e mental ligado à vida profissional

Enviada em 09/12/2020

De acordo com o sociólogo Zygmunt Bauman, a modernidade líquida causa um contexto de sociedade individualista, ocasionando na competitividade desenfreada no mercado de trabalho. Devido a esse cenário, surgem diversas doenças psicológicas, como a síndrome de Burnout, a qual consiste no esgotamento físico e mental, ligada a pressão social. Sendo assim, é válido o debate sobre essa síndrome e suas consequências.

Primeiramente, é necessário evidenciar a pressão social exercida sobre o indivíduo, a qual é notada, por exemplo, nas redes sociais - local de sucesso aparente - na qual há a exposição de bens, aplicando sentimentos de insegurança e inferioridade sobretudo no mercado de trabalho.

Segundamente, como dito por Bauman, a sociedade promove uma cultura de concorrência patogênica. Isso se dá inclusive no pré-mercado de trabalho através dos vestibulares, nos quais os jovens são afetados psicologicamente pelo medo e ansiedade no processo de construção profissional. Ademais, a síndrome de Burnout existe desde a formação acadêmica até o âmbito trabalhista, uma vez que parte dessa ansiedade vem enraizada no convívio familiar, já que muitos pais depositam tal prestígio nos filhos desde cedo.

É evidente que a Síndrome de Burnout causa um mal rendimento no trabalho e, atrelado a ela, outras doenças podem vir a se desenvolverem. Assim sendo, o Estado poderá proporcionar assistência psicológica aos jovens, sobretudo no ensino médio, através de programas que incluam psicólogos nas escolas para que os estudantes aprendam a desenvolver práticas como o autocuidado e a conversarem abertamente com os pais para que não haja nenhuma tensão familiar, a fim de minimizar a pressão social característica da modernidade líquida de Bauman.