Síndrome de Burnout: o esgotamento físico e mental ligado à vida profissional

Enviada em 07/12/2020

No livro “Sociedade do Espetáculo”, do filósofo Guy Debord, é retratado a narrativa de pessoas que vivem como uma performance, procurando sempre dar o melhor de si em tudo, sem se importar com as consequências que podem afetá-las. Sob essa ótica, verifica-se que as doenças psicológicas estão ocupando cada vez mais espaço, o que classifica a chamada a síndrome de “Burnout”, uma vez que por desejarem sempre dar o melhor na frente dos chefes estão cada vez mais se dedicando ao trabalho e esquecendo a vida pessoal. Nesse sentido, o impasse persiste em virtude da falta de empatia da hierarquia da empresa que corrobora para a cobrança excessiva dos funcionários.

Em primeiro plano, é necessário ressaltar que os líderes das empresas estão cobrando exageradamente os funcionários. A respeito disso, conforme Thomas Hobbes, todos os seres humanos são movidos pela busca por satisfação, isso faz com que os objetivos estejam acima dos interesses pessoais. Desse modo, na contemporaneidade, verifica-se que as empresas por desejo de alcançar as metas, estão contribuindo para o esgotamento físico e mental dos funcionários, por não se importar com os horários e trabalho excessivo.

Sob essa perspectiva, vale ressaltar que muita pressão acaba por ter profissionais psíquico, travando uma luta interna para encontrar o equilíbrio. Nesse viés, no documentário “Take your pills”, é retratado a narrativa de profissionais estadunidenses que usam remédios compulsoriamente no intuito de aumentar seu desempenho no ambiente de trabalho. Nessa perspectiva, percebe-se que os trabalhadores estão cada vez mais focando somente no trabalho, para que possamos alcançar o melhor desempenho na empresa. Por isso, muitos funcionários não estão conseguindo aconselhar a vida pessoal, em virtude do excesso de serviço como aconteceu com um personagem Andy do filme “O diabo veste prada”, na qual um protagonista só tinha tempo para o serviço, que corroborou para diversos impasses na vida pessoal.

Portanto, intervir sobre o impasse é imprescindível para a construção de uma sociedade mais humana. Nessa lógica, é imperativo que o Ministério do Trabalho em parceria com grandes empresas, crie melhores condições de serviço para os profissionais que apresentarem o transtorno, por meio de reuniões e debates, para realizar o melhor planejamento de cada funcionário, separando a carga horária sem excesso, com o intuito reanimar os trabalhadores e evitar o esgotamento causado no ambiente de trabalho, além de oferecer consultas com um psicólogo para todos os funcionários. Assim, possivelmente os colaboradores não sofreram com a síndrome do esgotamento, que afeta mais de 30% dos trabalhadores brasileiros,segundo dados da “International Stress Management Association” (ISMA).