Síndrome de Burnout: o esgotamento físico e mental ligado à vida profissional

Enviada em 08/12/2020

Em 1974, o psicólogo Herbert Freudenberg, desenvolveu o conceito conhecido como " Síndrome de Burnout" ou Síndrome do Esgotamento Profissional, é uma condição médica que ocorre em decorrência da exposição a prolongados níveis de estresse no trabalho. Sendo assim, nota-se que esse distúrbio vem se tornando uma problemática no âmbito  nacional, devido a irresponsabilidade do Estado e das empresas com os seus funcionários.

A priori, de acordo com pesquisa realizada pela International Stress Management Association (Isma), 30% dos mais de 100 milhões de trabalhadores brasileiros sofrem com essa síndrome. Ademais, com o mercado de trabalho cada vez mais competitivo e o alto índice de demissões no país, os profissionais sentem uma cobrança diária por melhores qualificações e bons resultados. Dessa forma, segundo o médico Drauzio Varella, a síndrome pode causar ansiedade e nervosismo intensos, logo, a pessoa é levada ao seu limite, físico e emocional, sentindo-se extremamente desmotivada e cansada.

A  posteriori, é importante ressaltar o sistema capitalista. Nesse sentido, com esse modo de produção baseada no lucro, as empresas e o Estado não se importa com as condições físicas e emocionais dos trabalhares, cobram bons resultados, porém não oferecem ambientes de trabalhos saudáveis e confortáveis para os empregados. Outro ponto revelante, segundo o filósofo John Locke, essa problemática configura-se como uma violação  do “contrato social” , uma vez que o Estado não cumpri sua função de garantir que uma sociedade desfrute de direitos indispensáveis, como saúde e bem-estar.

Portanto, a necessidade de combater esses obstáculos. Para isso, cabe ao Ministério da Saúde, em parceria com as empresas privadas, disponibilize consultas psicológicas gratuitas, e incentivar a criação de palestras nas empresas, assim conscientizando patrões e funcionários sobre a síndrome e visando criar um ambiente de trabalho saudável para todos. Dessa maneira, a sociedade será mais ponderada, onde o Estado cumpre corretamente o seu “contrato social”.