Síndrome de Burnout: o esgotamento físico e mental ligado à vida profissional

Enviada em 09/12/2020

O clássico de 1930 “Tempos Modernos” retrata a rotina cansativa e repetitiva do personagem de Charles Chaplin em sua vida profissional. Atualmente, muitos trabalhadores, assim como o protagonista, sofrem com os efeitos da rotina diária no contexto laboral. Sob essa ótica, referente a Organização Mundial da Saúde (OMS) a Síndrome de Burnout, distúrbio consequente do esgotamento profissional, afeta cerca de 33 milhões de brasileiros, configurando-se como um dos principais problemas modernos que afligem a sociedade. Neste contexto, esse cenário é responsável por inúmeras complicações físicas e mentais que assolam a população.

A priori, é importante ressaltar que a Constituição Federal tem como fundamento a dignidade da pessoa humana dentro dos valores sociais de trabalho. Contudo, no tempo presente, esse direito não é concretizado, visto que a sociedade, muitas vezes, apresenta prejuízos físicos que afetam sua vida pessoal. Nesse sentido, o excesso trabalhista pode causar estresse físico, causando dores no corpo, insônia, além de distúrbios alimentares e osteomusculares, esse último, causado pela permanência em uma mesma posição, seja em pé ou sentado, durante um longo período de tempo. Ademais, relativa a alta carga de horário imposta a população, a pesquisa da BBC Brasil constatou um aumento do número de suicídios devido ao esgotamento e à pressão profissional.

Em segunda análise, o documentário “From business to being” mostra a história de algumas pessoas que sofreram com a Síndrome de Burnout, em específico, os problemas mentais pelos quais passaram. Nessa perspectiva, os participantes relataram ter sofrido crises de depressão, ataques de pânico, causados pelo aumento da ansiedade, além da desconexão com o próprio ser, resultando em crises de identidade e problemas familiares. Entretanto, apesar de todas as complicações, os participantes  conseguiram superar seus problemas através do equilíbrio entre o trabalho e o autocuidado, por meio da inserção do Mindfulness, prática associada da meditação, bem como, da incorporação de hábitos alimentares saudáveis e de um maior convívio com amigos e familiares.

Partindo desse pressuposto, para combater a Sindrome de Burnout é necessário que o Ministério do Trabalho diminua a carga horária estipulada, além disso, é fundamental que os setores públicos e empresas privadas cuidem da saúde mental dos seus empregados, por meio de acompanhamento psicológico e a implentação do Mindfulness em ambientes de trabalho, como as empresas Google e Apple fazem, com o intuito de promover hábitos mentais saudáveis para seus trabalhadores, pois dessa forma estarão mais saudáveis e mais dispostos a trabalhar. Por conseguinte, a Síndrome de Burnout deixará de ser um impasse na vida da sociedade.