Síndrome de Burnout: o esgotamento físico e mental ligado à vida profissional
Enviada em 11/12/2020
O termo ‘‘burnout’’, originário da língua inglesa, em uma tradução direta significa queima total, e esse foi usado para nomear a síndrome referente ao disturbio psicológico causado pelo excesso de trabalho do indivíduo. Essa que quase sempre vem atrelada à uma série de problemas, os quais vão desde o esgotamento físico, até o desenvolvimento de patologias mentais graves, tais como a depressão e a ansiedade. Tendo isso em mente e aliado ao fato de que, segundo a ISMA, 30% dos trabalhadores nacionais, sofrem com esse esgotamento profissional, urge-se por medidas as quais provenham, um tempo de descanso digno, além de apoio psicológico aos trabalhadores nacionais.
Em uma primeira ótica, há de se analisar que o tempo de descanso provido pela CLT, em muitos empregos, é insuficiente, dado que muitos ofícios tem uma taxa de exigência, física ou psicológica, extremamente alta. Fato esse já relatado, por exemplo, pelo filósofo sul-coreano Byun Chul-Han, em seu livro ‘‘Sociedade do Cansaço’’, o qual caracteriza o modo de produção hodierno, como exaustivo e estressante, o que deixa a população de maneira geral, cansada. Levando em conta a homologia, da sociedade brasileira, com a retratada no livro, ações que provenham um descanso compatível com o esforço feito pelos operários, são indubitavelmente necessárias.
Em outra ótica, deve-se ter em mente o fato que a sociedade contemporânea é, psicológicamente, fragilizada e essa fragilização, quando associada à Síndrome de Burnout, pode levar os trabalhadores a quadros psicológicos críticos. Esses que já foram abordados em filmes, como ‘‘Clube da Luta’’, no qual o protagonista ao sofrer de Burnout, desenvolve, além de insônia, bipolaridade, a qual o leva até uma tentativa de suicídio. Tendo em vista que milhares de operários nacionais se encontram em situações análogas a do protagonista, é imprescíndivel que o operariado do Brasil, tenha acesso à consultas com psicólogos, os quais devem os auxiliar a não desenvolver quadros graves, como os retratados no longa.
Torna-se evidente, portanto, que medidas combativas à Síndrome de Burnout são de extrema importância. Assim sendo, cabe ao Estado, agente geral da nação, criar um programa visando o cuidado da saúde mental dos trabalhadores brasileiros, no qual por meio de parcerias público-privadas, as empresas fornecerem aos seus funcionários um tempo extra de descanso, juntamente com consultas psicológicas gratuitas, teriam certa isenção de imposto, objetivando, ao fim a redução de casos de operários com a Síndrome de Burnout. Isso feito, certamente, não só o operariado, mas toda a sociedade brasileira contemporânea se desenvolveria de maneira melhor, pois quem estaria sendo ‘’totalmente queimado’’, na realidade, seriam os problemas psicológicos dos trabalhadores e não suas energias.