Síndrome de Burnout: o esgotamento físico e mental ligado à vida profissional
Enviada em 11/12/2020
Por volta de 1750, iniciava-se, na europa, um processo que, posteriormente, foi denominado revolução industrial, no qual as condições de trabalho eram extremamente precárias e a pressão sofrida pelos trabalhadores era substancialmente alta - indivíduos chegavam a trabalhar 16 horas por dia. Apesar de, atualmente, a conjuntura laboral ter melhorado, nota-se que a demanda excessiva por produtividade ainda se faz presente, acarretando, em muitos trabalhadores, a Síndrome de burnout, a qual consiste na fadiga física e mental. Tendo em vista este panorama, é valido ressaltar que a mentalidade capitalista é um dos precursores desta doença.
Nesta perspectiva de uma lógica capitalista cujo Brasil está inserido, os trabalhadores são reduzidos a meros objetos em que a única finalidade é almejar o lucro. Desse modo, o esgotamento físico e mental desses indivíduos é desprezado, sendo que tal descaso ocasiona inúmeros casos de pessoas acometidas pela Síndrome de Burnout. Por exemplo, segundo a International Stress Management Association (ISMA), 3 a cada 10 brasileiros sofrem deste transtorno, demonstranto portanto, a gravidade dessa doença no território brasileiro.
Além disso, há um ideal de produtividade que define o quão importante é um trabalhador na sociedade em que está inserido. No entanto, alcançar essa produtividade imagética a fim de ser reconhecido pelo corpo social é uma jornada nociva, pois, bem como preconizou o filósofo sul-coreano byung-chul-han: “O ideal de produtividade marginaliza as relações e impõe metas inalcançáveis que adoecem a sociedade apartir de um ideal de lucratividade excessiva e exacerbada”, essa é uma jornada desgastante e, muitas vezes, inalcançáveis, as quais levam o corpo ao extremo. Por conseguinte, tem-se uma elevada quantidade de trabalhadores doentes devido à pressão sofrida no trabalho.
É de suma importância, portanto, combater essa síndrome que assola tantos brasileiros. À fim de solucionar essa problemática, tanto a iniciativa privada quanto a esfera pública devem canalizar seus esforços no sentido de proporcionar a seus funcionários um acompanhamento profissional adequado, tal como o fornecimento, de maneira gratuita e sigilosa, de consultas com psicólogos e psiquiátras. Com tal atitude empática e altruísta, está problematica advinda do excesso de trabalho poderá ser superada.