Síndrome de Burnout: o esgotamento físico e mental ligado à vida profissional
Enviada em 11/12/2020
A Globalização - processo de integração de fenômenos em escala mundial - com a sua alta demanda de novidades e possibilidades, intensificou a necessiddade de especialização e destaque no mercado de trabalho. Dessa forma, o aumento da competitividade entre as pessoas se tornou inevitável, tornando profissionais desgastados e esgotados mentalmente e fisicamente. Sendo assim, a Síndrome de Burnout - doença causada pelo excesso de trabalho - vem se tornando comum na sociedade contemporânea, na qual sofre pela exposição em mídias sociais e marginalização do trabalhador.
Em primeira análise, é importante abordar os danos mentais causados pela necessidade de aceitação nas mídias socias. Nesse sentido, a obra “espetacularização da sociedade” do escritor e filósofo Guy Debord aborda a necessidade que a nova geração possui de mostrar uma vida utópica nas mídias, transformando suas vidas em um espetáculo, banalizando o real. Entretanto, essa ilusão de perfeição abordada pelo autor não se sustenta por muito tempo e logo chega a frustração das pessoas ao não conseguirem chegar à esse medelo “ideal”. Sendo assim, essa analogia não se distancia da realidade de muitos profissionais atualmente, que por buscarem constantemente a aprovação do seu trabalho nas redes sociais se veem frustrados e esgotados.
Além disso, a ausência de empatia dentro das empresas pode se tornar um fator determinante para o desenvolvimento da Síndrome de Burnout. Logo, o conceito de “coisificação” do filosófo Karl Marx traz uma bela crítica ao tratamento dado aos trabalhadores, trazendo a ideia da transformação do homem em mercadoria, desconsiderando suas emoções. Dessa maneira, o termo “coisificado” pode ser analisado como uma realidade distópica do trabalhador com a Síndrome de Burnout, que de acordo com a OMS (Organização Mundial da Saúde), a síndrome afeta cerca de 33 milhões de brasileiros. Em síntese, essa doença vem se tornando a cada dia mais comum e a falta de preparo empático dentro das empresas acaba por negligenciar as emoções de seus profissionais, os tornando vulneráveis ao desgaste e esgotamento.
Portanto, é de extrema importância medidas para diminuir o desenvolvimento da Síndrome de Burnout dentro da sociedade. Por isso, cabe ao Ministério do Trabalho enviar, por meio do congresso nacional, um projeto de lei que torne obrigatório profissionais de psicologia na área de trabalho, com o intuito de dar suporte psicológico para os seus profissionais. Ademais, urge que o Estado desenvolva propagandas que mostrem as características da síndrome e como o falseamento das mídias funcionam, com o intuito de tornar a sociedade esclarecida em relação ao problema.