Síndrome de Burnout: o esgotamento físico e mental ligado à vida profissional

Enviada em 14/12/2020

Em meio a uma realidade catastrófica, o sentimento de esperança torna-se essencial para o processo de superação. Essaé a mensagem da obra “Guernica” do pintor Pablo Picasso, expressada de formametafórica, a partir de um candeeiro que ilumina um cenário de obscuradestruição. É válido estabelecer uma analogia entre essa visão otimista e o Síndromede Burnout no Brasil, uma vez que, diante deste impasse acreditar em sua resolução “iluminar” a busca por soluções. Por esse viés, é imprescindível análise dosaspectos psicanalíticos e sociais que envolvem essa questão no país.

De antemão, vê-se que o Poder Público mostra negligente ao não desconstruir os estereótipos acerca da busca por auxíliopsicológico. Isso porque uma mulher com Síndrome de Burnout, por exemplo, podeter interesse de procurar ajuda de um profissional da saúde especialista nesta área.Contudo, entendre que pode ser rotulada, no espaço de trabalho, como uma desequilibradaemocionalmente tende a se apresentar como elemento de inibição. Esse cenário podeser explicado por Sigmund Freud, pois, segundo sua teoria psicanalítica, um devofre conflitos entre os impulsos inconscientes (Id) e a compreensãodas limitações sociais (Superego).

Além disso, enfatiza-se que há umacerta resignação social perante a falta de combate à Síndrome de Burnout. Como provadisso, percebe-se uma inércia da parte da população anterior da aplicação da aplicação existente, visto que falta garantir a lei que prevê licença médicapara os servidores que manifestam sintomas graves de estafa física e mental, prejudicando, dessa forma, como chances de recuperação. Considerando os estudos da filósofa HannahArendt para explicar essa naturalização, nota-se que a massificação social promovea alienação dos cidadãos, comprometendo, desse modo, o senso crítico deles.

Constata-se, finalmente, que a Síndromede Burnout deve ser solucionada. Logo, é importante exigir do Estado, mediante debatesem audiências públicas, a conscientização, priorizando palestras públicas ministradaspor profissionais da área de psicologia em praças públicas, objetivando, com isso, conscientizar a população para desconstruir os estigmas sobre as pessoas quemassemistência psicológica. Ademais, é fundamental sensibilizar uma população, via campanhasmidiáticas promovidas por organizações não governamentais, a fim de que essa síndromenão seja naturalizada, o que pode ser potencializado por meio do Poder Executivocom a aplicativo do ordenamento jurídico que prevê a liberação do trabalho para queo indivíduo busque ajuda com um especialista, com o objetivo de possibilidades para se recuperar da exaustão física e psíquica. Desse modo, assim como na obra “Guernica” seria possível o processo de superação desse impasse.