Síndrome de Burnout: o esgotamento físico e mental ligado à vida profissional

Enviada em 14/12/2020

O filme clássico “Tempos Modernos”, retrata a vida de um operário que trabalha em uma linha de montagem, e em razão da quantidade excessiva de exercícios repetitivos, ele, mesmo fora da função industrial, continua efetuando movimentos como se estivesse cumprindo seu trabalho. De fato, tal realidade fictícia se equipara ao cotiano, uma vez que o desempenho rotineiro de jornadas de trabalho desgastantes refletem, negativamente, na vida pessoal dos profissionais, com o desencadeamento de transtornos psicológicos, como é o caso da recorrente Síndrome de Burnout, por não conseguirem separar o tempo ativo no trabalho com o tempo para lazer e descanso. Desse modo, esse cenário gera problemas socioculturais e na saúde dos indivívuos.

Em primeira análise, é inegável que a intensa busca pela superação de expectativas contribui com o desenvolvimento de tais transtornos. A título de ilustração, de acordo com o pessimista filósofo Arthur Schopenhauer, tudo que o homem faz é impulsionado por suas vontades e ganâncias, tal energia psíquica os afasta da inércia, porém, é incessável, tornandi a satisfação algo inalcançável. De forma análoga, a pressão por desempenhos cada vez melhores faz com que os trabalhadores, inconscientemente, definam metas cada vez mais difíceis de serem alcançadas em suas atividades operariais. Sendo, assim, a cobiça por superação constante multiplica as doenças psicológicas, como a ansiedade, depressão e Síndrome de Burnout.

Além disso, é evidente que os hábitos cotidianos frenéticos dificultam as relações sociais harmônicas. A exemplo disso, o sociólogo Zygmunt Bauman definiu como “Modernidade Líquida” o período que sucede a Segunda Guerra Mundia, no qual as relações econômicas ficaram sobrepostas às emoções humanas. De fato, com o advento da Globalização, o tempo pareceu ficar mais curto, as pessoas  passarm a robotizar o trabalho humano, e olahr para si mesmo com mais resiliência se tornou algo banal e perda de tempo. Dessa forma, essa realidade gera  esgotamento físico e mental na vida da população ativa no Brasil.

Portanto, diante desse cenário vil, medidas são necessárias para mitigar essa problemática sociocultural no país. Destarte, é mister que o Ministério da Saúde, juntamenete com o Conselho Federal de Psicologia, promova palestras, realizadas em escolas, universidades e comunidades, implantando métodos e discursos a respeito da importância de desacelerar o ritmo de trabalho, como forma de cuidar da saúde mental e de melhoras a produtividade, a fim de que cada indivíduo se coloque em seu âmbito como ator social. Ademais, a sociedade, através das mídias sociais, deve criar páginas e campanhas que viabilizem e alertem, sobre síndromes e doenças psicológicas, o público geral.