Síndrome de Burnout: o esgotamento físico e mental ligado à vida profissional
Enviada em 17/12/2020
Sabe-se que a síndrome de burnout é um distúrbio psíquico causado pela exaustão extrema, sempre relacionada ao trabalho de um indivíduo. Essa condição também é chamada de “síndrome do esgotamento profissional” e afeta quase todas as faces da vida de uma pessoa. Ela é o resutado direto do acúmulo excessivo de estresse, tensão emocional e de trabalho e é bastante comum em pessoas que trabalham sob pressão constante. Portanto, são necessárias mudanças que visem a saúde emocional e física do trabalhador.
Segundo dados da International Stress Managemet Association (ISMA-Br), 70% dos brasileiros acabam tendo problemas com estresse, dos quais 30% podem desenvolver a síndrome de burnout. Assim, em ambientes de muitas cobranças, alta carga de trabalho e responsabilidade, além de longas jornadas, conflito entre colegas e pouco repouso podem torna-se gatilhos para o desenvolvimento da síndrome. A medida que se acumula, sinais físicos e emocionais, tais como, cansaço excessivo, pressão alta, fadiga, ansiedade e depressão, podem ser desencadeados, evidenciando uma tentativa do cérebro em tentar bloquear os alertas constantes e alertar para que a pessoa saia dessa situação de estresse. Por isso, desenvolver mecanismos de descanso físico e emocional são necessários.
A síndrome de burnout é considerada um problema de saúde pública, visto que sua incidência tem aumentado significamente nos últimos anos. Consoante a isso, a Organização Mundial da Saúde (OMS), incluiu a síndrome na Classificação Internacional de Doenças, que lista enfermidades e estatísticas de saúde que serão prevalentes nos próximos anos. Decerto, vê-se que as empresas fevem se adequar para que o local de trabalho torne-se menos sobrecarregado e que a saúde de seus funcionários seja preservada. Além disso, a prática de exercícios físicos, alimentação adequada, momentos de lazer e terapia, são exemplos de meios para a preservação do equilíbro emocional. Dessa forma, nota-se que aprender o autocuidado são maneiras de preservar a própria integridade.
Em suma, é dever do Estado e dos órgãos cabíveis intervir. O Estado, junto ao Ministério do Trabalho, deve fiscalizar, por meio de visitas periódicas às empresas, como também em seu próprio Ministério, a fim de atentar-se a possíveis sobrecargas de empregados, evitando qualquer dano à saúde. Soma-se a isso, o Ministério da Saúde oferecer às empresas parcerias com os profissioanais da saúde, para que esses possam dar assistências aos que necessitam. A mídia, em conjunto com a Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP), deve fazer uso de propagandas, programas de TV e redes sociais para informar a sociedade sobre os sinais de alerta para a síndrome de burnout. Destarte, com essas medidas, a síndrome de burnout acometerá cada vez menos profissioanais.