Síndrome de Burnout: o esgotamento físico e mental ligado à vida profissional

Enviada em 18/12/2020

A Doutrina filosófica nascida na Grécia Antiga chamada de Hedonismo acreditaava que seus idealizadores possuiam duas formas de atingir a felicidade, seja por meio da dor ou seja pelo prazer. Hodiernamente, no Brasil; entretanto, há a prevalência de apenas uma vertente, o sofrimento, uma vez que os brasileiros buscam mediante o esgotamento físico e mental a ascensão social e profissional, gerando, infelizmente, uma sociedade doente com muitos de ansiosos e depressivos.

Primordialmente, é fundamental ressaltar que o desgaste emocional de inúmeros profissionais brasileiros tem sua origem na mazela da desigualdade social. Dessa maneira, como solução de superar os imbróglios da miserabilidade que levam, e também com a intenção de possibilitar uma educação de qualidade para seus filhos, essas pessoas enfrentam jornadas de trabalho desumanas e terríveis, como quais “agridem” suas vidas de todas as formas . Diante disso, o grande sociólogo francês, Pierre Bourdieu, afirmava que a violência simbólica é um grande mal exercido pelo corpo social, sem que haja necessariamente agressão física, mas sim com danos morais e psicológicos, muitas vezes, irreversíveis, tendo em vista que tiram a liberdade dos seres humanos. Desse modo, muitos trabalhadores se enxergam presos a esta rotina avassaladora de esgotamento psíquico afetando grandiosamente suas famílias e sociedade.

Sob esse ângulo, conseqüentemente, é notório perceber que nossa nação sofre demasiadamente em decorrência destes problemas emocionais gerado pelo estresse no mercado de trabalho. Sendo assim, com frequência, é póssivel visualizar em noticiários situações caóticas de jovens tirando suas vidas sistematicamente por motivos de não corresponder a expectativa no emprego, por escassez de energia, sobretudo, por não sentirem-se capazes de realizar tarefas. Nesse aspecto, convém ressaltar os números divulgados recentemente pela Organização Mundial da Saúde (OMS), a qual evidencia que cerca de 6% dos brasileiros estão com depressão, comprovando, de fato,que nosso país vive uma “crise hedônica” a qual o sentimento de sofrimento prevalece no dia a dia de trabalho profissional. Infere-se, portanto, que é imprescindível combater o terrível síndrome de Burnout que impede as cidadõs de serem felizes e trabalharem com prazer. Sendo assim, é necessário que o Governo Federal aliado às grandes empresas reajustem o salário mínimo por hora trabalhada e conceder jornadas de trabalho menos exaustivas, isso deve ser feito por meio da diminuição de salários de parlamentares bem como arrecadação de impostos.Logo, essas medidas serão realizadas a fim dos brasileiros encontrarem o prazer hedonista em seu trabalho, combaterem a desigualdade e reduzirem o número de depressivos . Dessa forma, uma sociedade sem esgotamento físico e mental será alcançada.