Síndrome de Burnout: o esgotamento físico e mental ligado à vida profissional

Enviada em 18/12/2020

Segundo o filósofo São Tomás de Aquino, todos os indivíduos de uma sociedade democrática são igualmente relevantes, além de possuírem os mesmos direitos e deveres. No entanto, hodiernamente, tal premissa é deturpada, visto que a atual lógica de mercado impõe exigências hostis aos trabalhadores que, infelizmente, ao longo do tempo adquirem a Síndrome de Burnout, causada pelo trabalho excessivo. Nessa perpectiva, ideais capitalistas e a competitividade do mercado de trabalho fomentam esse cenário caótico.

Em primeira análise, cabe pontuar que os requisitos para contratações empregatícias tornaram-se mais exigentes a partir da Revolução Técnico-Científica e Informacional. Dessa forma, sob a ótica de empresários, pessoas são comparadas às máquinas, logo, a eficiência do trabalho e as qualificações profissionais são determinantes  para ocupar um cargo. Nesse contexto, esse cenário torna-se contrário à Declaração Universal dos Direitos Humanos, documento que garante direitos iguais a todos, uma vez que a saúde mental desses indivíduos é afetada.

Sob esse viés, nota-se, ainda, a competitividade entre as pessoas em busca de um emprego como um fator determinante para compreender essa problemática. Nesse sentido, o aumento no índice de desempregados, fomenta uma legião de indivíduos que buscam exaustivamente por cada vez mais qualificações profissionais, para conseguir uma vaga de emprego. Dessa maneira, há aplicativos como o Linkedln - plataforma para currículos profissionais - que tornam essa circunstância mais nefasta, ao tratar doutorados como troféus.

Torna-se evidente, portanto, que medidas precisam ser tomadas para mitigar o esgotamento físico e mental de profissionais. Cabe ao Estado, por meio do envio de recursos ao Ministério da Saúde, garantir o atendimento psicológico devido para portadores dessa síndrome, para, assim, assegurar tratamentos médicos adquados. Ademais, empresas privadas devem garantir o tratamento humanizado do quadro de funcionários, por meio da organização dos serviços desempenhados pelos empregados, para evitar o acúmulo de funções. Dessa maneira, será possível avançar democraticamente como nação.