Síndrome de Burnout: o esgotamento físico e mental ligado à vida profissional
Enviada em 20/12/2020
De acordo com dados divulgados pela OMS, 33 milhões de brasileiros sofrem com a síndrome do burnout. Esses números demonstram como esse mal tem se tornado um problema de saúde pública no país. Em virtude da pressão para que os trabalhadores mantenham um ritmo de produtividade constante e crescente, além da autocobrança, esse problema parece difícil de ser amenizado.
Segundo o filósofo Zygmunt Bauman, os trabalhadores do século XXI vivem em um mundo líquido. Este é marcado pelas transformações tecnológicas e sociais da contemporâneidade. Consequentemente, muitas pessoas ficam doentes tentando se moldar às exigências do mercado de trabalho. Afinal, se não o fizerem, podem perder o emprego.
Outrossim, existe uma grande autocobrança por parte do povo, tanto em relação a vida profissional quanto a pessoal. Ainda conforme Bauman, na modernidade líquida as pessoas estão em busca do sucesso individual em detrimento do coletivo. Esse êxito, diversas vezes, é medido de acordo com a sua produtividade e comparação com o próximo, causando frustração quando suas metas não são atingidas.
A fim de combater a síndrome do Burnout entre os brasileiros, é necessário que o Estado tome certas medidas. O Ministério do Trabalho deve criar um programa para a promoção de um ambiente de trabalho saudável, com um limite mais rígido de horas trabalhadas, sem prejudicar a remuneração do empregado. Juntamente, cabe ao Ministério da Saúde democratizar e viabilizar o acesso a terapias gratuitas. Dessa forma, será possível e evitar problemas de saúde mental provenientes do trabalho excessivo.