Síndrome de Burnout: o esgotamento físico e mental ligado à vida profissional
Enviada em 20/12/2020
No século contemporâneo, a Síndrome de Burnout é uma questão a discutir. Nesse sentido, a pressão psicológica no mercado de trabalho, cada vez mais exigente, é um fator preponderante para o desencadeamento dessa síndrome. Destarte, urge que o Ministério do trabalho e o Poder Legislativo visem esforços para mitigar esse problema.
Nesse contexto, é valido ressaltar que o esgotamento mental e físico inerente a vida profissional têm efeitos prejudiciais à economia. Isso, porque muitos profissionais que desencadeiam a síndrome não conseguem se manter no mercado de trabalho devido aos vários problemas que a doença causa no corpo humano. Concatenando com essas causas, segundo uma pesquisa realizada pela ISMA (International Stress Management Association) em nove países, o Brasil ocupa o segundo lugar em nível de estresse . Diante disso, percebe-se que a um grande desafio para superar nas próximas décadas, isso porque o estresse crônico desencadeia na síndrome.
À vista disso, a Síndrome de Burnout é pouco conhecida nas empresas, pois os sintomas confundem com a depressão, esgotamento físico e até mesmo problemas pessoais. Dessa maneira, por ser uma doença de difícil identificação, o indivíduo acometido muitas vezes não é acolhido. Tal situação de descaso pode ser explicado pela teoria de “Anomia social” proposta por Durkhein, já que é bastante controverso o fato de um país em desenvolvimento não reconhecer a síndrome como uma doença de trabalho.
Portanto, urge que o Poder Legislativo por meio do Congresso Nacional crie uma lei para inserir a Síndrome de Burnout como uma doença trabalhista e os profissionais afetados tenham direito ao tratamento, sendo esse pago pela empresa empregadora. Por fim, o Ministério do Trabalho deve implantar um serviço com o nome de “Disque Burnout” para amparar os acometidos pela doença, com essas medidas a saúde mental será resguardada.