Síndrome de Burnout: o esgotamento físico e mental ligado à vida profissional

Enviada em 21/12/2020

Nas últimas décadas, o mundo acompanhou diversos casos de suicídio de pessoas conhecidas internacionalmente por conta da falta de cuidados com a saúde mental e, por consequência, graves problemas depressivos. Embora, hoje, o tema saúde mental esteja em evidência na sociedade, as melhores medidas profiláticas e como democratizá-las para toda população ainda são debatidos no Brasil. Nesse sentido, rever a situação social e cultural dessas pessoas é fundamental para avaliar seus efeitos na contemporaneidade.

Em primeiro lugar, é válido destacar a importância dos cuidados com a saúde mental no Brasil. Segundo o filósofo Sohen Kierkegaard, a sociedade atual é ansiosa e angustiada por conta da sua liberdade de escolhas sem saber as consequências dessas decisões. Sob essa ótica, a vida atual obriga as pessoas e redobrarem seus cuidados com o equilíbrio mental, por conta de pressões no trabalho, estudos, família entre outros. Dessa forma, a cultura do autocuidado torna-se essencial para que haja homeostase na população atual.

Ademais, é importante frisar, também, o descaso na democratização do acesso ao tratamento aos profissionais na área de saúde mental. Segundo pesquisa da revista Veja, aproximadamente 86% dos brasileiros têm algum problema relacionado à saúde mental e apenas 12% procuram algum tipo de tratamento. Desse modo, apesar de haver propagandas que estimulam a população a procurar ajuda e ter maiores cuidados, essas medidas não se tornam tão eficientes por causa dos altos preços das consultas e, também, pela incompatibilidade de horários entre os trabalhadores e os profissionais da área. Assim, o auxilio psicoterápico é inviabilizado por ações externas. Dessa maneira, há uma desigualdade social nos direitos mínimos de saúde e, por consequência, grande parte da população fica desamparada com problemas dessa natureza.

Diante dos fatos supracitados, faz-se necessário que o Estado deve ampliar o número de psicólogos gratuitos nos hospitais do SUS e também nas escolas públicas, por meio de investimentos maiores nas contratações de novos profissionais e na ampliação do número consultórios, a fim de que toda população tenha acesso a cuidados psicológicos e possa receber ajuda quando necessitar sem que haja horário fixo e precise pagar por esse serviço essencial. Assim, haverá uma diminuição nos casos de suicídio no país, uma valorização dos profissionais dessa área e um maior equilíbrio mental da população brasileira atual.