Síndrome de Burnout: o esgotamento físico e mental ligado à vida profissional
Enviada em 22/12/2020
Um novo modo de viver
O século XX trouxe importantes transformações na vida profissional e pessoal das pessoas: o ambiente verde e harmonioso do campo foi trocado pela poluída e desgastante atmosfera de trabalho produtiva das grandes cidades. Mais do que isso, uma transformação completa no modo de viver, onde homens e mulheres estão cada vez mais esgotados.
Até pouco tempo atrás, a grande maioria das famílias dependia de apenas um provedor financeiro. Hoje é quase inconcebível pensar em uma casa onde ambos os conjuges não precisem trabalhar para oferecer uma vida confortável. Paradoxalmente, as tecnologias potenciaram o trabalho em muitas vezes, ou seja, mais pessoas trabalhando em uma mesma família, maior produtividade e uma renda contudo, insuficiente para alimentar o consumismo do mundo moderno.
Além disso, não é difícil encontrar pessoas que mesmo com formação profissional precisam procurar outras fontes de renda, à exemplo dos motoristas de aplicativos. Nesse sentido, um diploma universitário já não é suficiente para a realização profissional de um indivíduo, que não encontra na vida real a oportunidade de por em prática aquilo que aprendeu nos bancos acadêmicos. O século XXI mostra, portanto, que uma sociedade não pode ser formada apenas por engenheiros, médicos e advogados.
Dessa forma, pode-se observar que o esgotamento emocional ligado à atividade profissional, não pode ser interpretada como algo individual mas sim como uma nova forma de viver. Trabalha-se mais, por cada vez menos, possivelmente a célebre frase do filme “Clube da luta” seja uma boa síntese: “trabalhamos em empregos que odiamos para comprar objetos de que não precisamos”. Verifica-se , portanto, que a fadiga ligada ao ambiente de trabalho só pode ser mudada quando a educação ligada às novas gerações deixar de ser pautada no consumismo e em diplomas universitários, e passar a mostrar que nãos existem seres ou profissões inferiores, mas que inferior é ser infeliz.