Síndrome de Burnout: o esgotamento físico e mental ligado à vida profissional

Enviada em 23/12/2020

Durante a Revolução Industrial, a vida dos trabalhadores que atuavam nas linhas de montagem era de extremo desgaste físico e mental devido ao à realidade cansativa que vivenciavam diariamente. Paralelamente, uma parcela significativa da população mundial contemporânea também sofre expressivamente pelo estresse fomentado pela vida profissional. Uma das sequelas desse problema é a Síndrome de Burnout, a qual não deve ser, de modo algum, negligenciada pelo Estado. Delibera-se, por conseguinte, acerca do esgotamento físico e mental ligado à vida profissional.

Em primeiro lugar, é relevante a ciência de que a pressão extrema gerada pelas profissões deve ser rigidamente suprimida, uma vez que, conforme a Carta Magna brasileira, o acesso a um lazer de qualidade deve ser garantido integralmente a todos os cidadãos. Para melhor compreensão em relação ao descumprimento dessa ordem, o programa jornalístico Fantástico produziu, em 2020, um documentário sobre transtornos de ansiedade. Um dos entrevistados relatou ter sofrido uma perda de visão momentânea originada pelas fortes exigências que seu emprego exigia, além do pouquíssimo tempo para descanso que este disponibilizava.

Em segundo plano, é coerente ressaltar que as sequelas da Síndrome de Burnout podem ser gravíssimas, como o desenvolvimento de ataques de pânico, ansiedade e depressão. Nesse contexto, é viável ressaltar a fala do filósofo Platão: “o importante não é viver, mas viver bem”. Diante disso, é perceptível que uma vida profissional movida pelo esgotamento constante do trabalhador não é uma de qualidade e, logo, é mais uma negligenciada pelo Estado, o qual possui dever de assegurar a saúde de seus cidadãos.

Em síntese, a Síndrome de Burnout é uma consequência da falta de responsabilidade governamental na área dos direitos trabalhistas dos brasileiros. Portanto, é mister que a Secretaria do Trabalho promova debates, através de reuniões mensais com sindicatos, acerca das necessidades dos empregados e, consequentemente, separar um grupo de pessoas para realizar visitas periódicas em locais de trabalho para a certificação de que nenhum direito esteja sendo violado. Além disso, garantir maiores férias e  atendimento psicológico gratuito para aqueles que apresentarem sofrimento pela Síndrome de Burnout. Por fim, concretiza-se as medidas necessárias a fim de reduzir expressivamente a síndrome na população brasileira.