Síndrome de Burnout: o esgotamento físico e mental ligado à vida profissional
Enviada em 30/12/2020
A Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) é uma política varguista que foi fundamental na regularização dos direitos trabalhistas, como não permitir jornadas exaustivas. No entanto, a realidade atual é contraditória, pois a competitividade e o medo do desemprego tem invalidado esses direitos, já que parte dos trabalhadores está com Síndrome de Burnout, isto é, esgotamento físico e mental. Logo, urgem medidas no ambiente laboral.
Em primeira análise, deve-se pontuar que um dos pilares do crescimento da competitividade foi a Revolução Técnico- Científica, haja vista que, com o mercado de trabalho mais informacional, a produtividade máxima tornou-se uma prática estimulada pelos empregadores, como influenciar o empregado à bater altas metas diárias por premiações. Diante disso, o trabalhador adentrou no cenário do cansaço e estresse extremo, advindos dessa mentalidade trabalhista que pouco preza pela saúde mental do funcionário. Portanto, um novo paradigma deve ser imposto nesse âmbito.
Além disso, vale afirmar que a instabilidade empregatícia nacional contribui para acrescer o medo do trabalhador de ser demitido, pois a situação é alarmante. Afinal, conforme cita o site G1, há cerca de treze milhões de civis desempregados na sociedade. Dessa forma, no fito de não entrar nesse índice, funcionários chegam ao limite físico e mental com jornadas exaustivas para garantir seus empregos, fato esse, que propicia a expansão da Síndrome de Burnout. Em suma, é preciso que políticas de autocuidado sejam inseridas nesse contexto, a fim de mitigar essa questão.
Em virtude disso, uma solução plausível para atenuar a Síndrome de Burnout será a criação do projeto ’’ Saúde mental no espaço laboral’’ pelo Ministério do Trabalho. Posto isso, propagandas sobre a negatividade da competitividade excessiva serão veiculadas na televisão. Ainda, a União deve impor, por meio de leis, que todas as empresas, com mais de 10 funcionários, disponibilizem acesso à saúde mental aos empregados. Destarte, psicólogos vão ministrar terapias grupais e individuais nesses locais, no fito de evitar a Síndrome. Assim, a CLT, de fato, será respeitada.