Síndrome de Burnout: o esgotamento físico e mental ligado à vida profissional
Enviada em 05/01/2021
Após a revolução industrial a relação de produção da sociedade mudou de forma drástica, exigindo dos trabalhadores intensa dedicação no trabalho. A Síndrome de Bournot, tem como definição o esgotamento físico e mental causado pela execesso de trabalho, principalmente naqueles cargos que demandam alta competitividade e responsabilidade. Dessa forma, é de extrema importância que as empresas reconheçam a presença dessa patologia, e criem medidas preventivas para evitar o adoecimento desses indíviduos.
De acordo com Byoung-Chul Han, nós vivemos em uma sociedade caracterizada pelo desempenho. O inidivíduo na tentativa de ascender socialmente e economicamente, assume a redeas da sua produção, buscando para si inúmeros deveres e obrigações. Nesse contexto, empresas contribuem para esse comportamento, com o objetivo de economizar, permitem que funcionários exerçam diversas funções, dentro e fora do seu horário de trabalho. Portanto, para Ulrich Beck, mesmo sabendo dos malefícios que o excesso de trabalho pode causar, a sociedade aceita, e permite que o ser humano se exponha de forma inerente aos riscos.
Além disso, o desenvolvimento técnico científico proveniente da evolução da forma de trabalho e produção, contribuem para a perpetuação desse comportamento. Segundo artigo “Exaustos e correndo e dopados” publicado por Eliane Brum, a internet e seus avanços tecnológicos contribuem para permanência dessa sociedade produtiva. Devido as diversas formas de obter informação e de encontrar alguém, as barreiras físicas dos locais de trabalho deixam de existir, permitindo que as cobranças e exigências atuem a qualquer momento do dia. Sendo assim, horários que deveriam ser dedicados ao descanso e lazer, como o sono e prática de atividades fisicas são transferidos para realização do trabalho, acarretando em obesidade, ansiedade e depressão.
Desse modo, cabe ao Minstério do Trabalho a criação de leis que penalizem empresas que ultrapassem o horário de trabalho estabelecido pelo contrato com o empregado, por meio da criação de multas e fiscalização continua das cargas de horárias realizadas pelos funcionários, sendo esse último praticado em pareceria com sindicatos trabalhistas. Além disso, empregadores devem disponibilizar cartilhas educativas sobre as Síndrome de Burnout para os funcionários e conceder ajuda profissional para o tratamento da doença. Dessa forma, esse tipo de comportamento produtivista é combatido e promove a saúde mental e física dos trabalahdores.