Síndrome de Burnout: o esgotamento físico e mental ligado à vida profissional

Enviada em 08/01/2021

O termo “burnout” foi usado pela primeira vez pelo psicólogo alemão Herbert Freudenberger em 1974, com o objetivo de descrever um “estado de exaustão mental e física” causado pela vida profissional. Nesse âmbito, é possível afirmar que a Síndrome de Burnout cresceu entre os brasileiros, durante a pandemia do Covid-19. Assim, convém discutir as principais causas desse problema na sociedade brasileira, nos dias atuais.    Inicialmente, cabe ressaltar que entre os motivos desse tipo de esgotamento está a sobrecarga gerada pelas demandas fora do horário de trabalho, advindas do confinamento pandêmico e aumento do teletrabalho. Nesse contexto, de acordo com o portal de notícias BBC Brasil, os dispositivos tecnológicos dificultam o descanso dos trabalhadores, que são pressionados com exacerbadas tarefas, muito além da sua jornada legal. Por isso, é imprescindível que haja equilíbrio entre as demandas laborais e a vida pessoal, para evitar a exaustão, como notadamente aponta Freudenberger.

Ademais, o surto do coronavírus provocou um grande aumento do estresse ao qual são submetidos os profissionais de saúde. Segundo o jornal Folha de São Paulo, a prevalência da síndrome entre médicos, técnicos e enfermeiros atuantes na linha de frente do combate ao vírus é de alarmantes 83%. Desse modo, é evidente que as autoridades brasileiras precisam atuar, de maneira efetiva, para solucionar esse quadro preocupante, que coloca em risco a vida dos indivíduos.

Portanto, para prevenir a síndrome, é necesário maior atuação do Estado. Nesse sentido, o Governo Federal, por intermédio do Ministério da Saúde, deve criar grupos terapêuticos de escuta ativa, moderados por psicológos e especialistas em saúde mental, que atendam por meio de videoconferência e atuem de forma empática e eficaz em todo território nacional. Espera-se, com isso, salvaguardar a vida e o bem-estar dos trabalhadores brasileiros.