Síndrome de Burnout: o esgotamento físico e mental ligado à vida profissional
Enviada em 11/01/2021
Desde o Iluminismo, entende-se que uma sociedade só progride quando uma pessoa se mobiliza com o problema da outra. No entanto, quando se observa a síndrome de burnout, no Brasil, hodiernamente, verifica-se que esse ideal iluminista só é constatado na teoria e não desejavelmente na prática, e a problemática persiste intrinsecamente ligada à realidade do país. Nesse sentido, é necessário que subterfúgios sejam encontrados a fim de resolver esse inercial impasse.
É importante ressaltar, em primeiro plano, que segundo o filósofo grego Aristóteles, a política deve ser utilizada de modo que, por meio da justiça, o equilíbrio seja alcançado na sociedade. De maneira análoga, é possível perceber que, no Brasil, há um desequilíbrio na carga horária de funcionarios, haja vista que funcionarios são submetidos a trabalhar no seu tempo de descanso, sem se desligarem de suas funções, utilizando os meios digitais para se manterem ativos em suas funcionalidades.
Outrossim, destaca-se a falta de distrações dos profissionais como impulsionador do problema. De acordo com Durkheim, o fato social é uma maneira coletiva de agir e pensar, dotada da exterioriade coercitividade e generalidade. Seguindo essa linha de pensamento, observa-se que os profissionais generalizam a forma de pensar de seus colegas, se dando ao maxímo para a empresa, deixando a saúde mental para segundo plano sem separar uma parte do tempo para o lazer, potencializando o esgotamaneto mental.
É evidente, portanto, que ainda há entraves para garantir a solidificação de políticas que visem à construção de um Brasil melhor. Como já dito pelo pedagogo Paulo Freire, a educação transforma as pessoas e essas mudam o mundo. Logo, o Ministério da Educação (MEC) deve instituir, em escolas, palestras ministradas por psicólogos, que discutam com os pais os problemas causados pela síndrome de burnout e a recomendação de um tempo para o lazer e cuidados para uma vida saudável, para que não se viva a realidade das sombras, vivida na alegoria da caverna de Platão.