Síndrome de Burnout: o esgotamento físico e mental ligado à vida profissional

Enviada em 11/01/2021

As revoluções industriais modificaram as estruturas físicas e ideológicas do trabalho. Evidentemente, essas transformações impactaram a população mundial e conforme o filósofo Durkheim essas agressivas mudanças tornaram as sociedades coletivistas em comunidades acentuadamente individuais. Em síntese, o caráter individual atualmente reverbera de forma extremamente danosa aos trabalhadores acarretando esgotamento físico e mental.

A síndrome de Burnout está cada vez mais intrínseca nos ambientes de trabalho,pois, o mercado do emprego está evoluindo de forma agressiva, tornando os espaços extremamentes competitivos e exigentes. Logo, a pressão imposta pelo meio acarreta a intensa autocobrança dos empregados que consequentemente agravam os sintomas de insônia, esgotamento mental e físico, podendo gerar um estado depressivo.

Ademais, no contexto atual de pandemia, médicos e enfermeiros são os que mais estão sofrendo com a síndrome de Burnout, visto que os hospitais estão propensos a terem um ambiente estressante e a carga horária de trabalho acima da média. De acordo com a Organização Mundial da Saúde a prevenção por meio da rotina de autocuidado é a melhor solução para evitar o Burnout.

Concluo, portanto, que a síndrome do esgotamento mental ocasionada por estresses no âmbito profissional é resultado do modelo competitivo e a falta de medidas de cunho empático. Logo, é imperativo que o ministério do trabalho em parceria com as empresas elaborem projetos que visem o bem estar emocional dos empregados, mediante a criação de programas internos de incentivo às práticas de atividades físicas e também multas as empresas que tenham o ambiente propício ao Burnout. Dessa maneira, o objetivo é atenuar os impactos psicológicos acarretado pela acentuada exigência do mercado.