Síndrome de Burnout: o esgotamento físico e mental ligado à vida profissional

Enviada em 12/01/2021

Em 2015, a Organização das Nações Unidas criou a Agenda de 2030, um plano de ações- do qual o Brasil faz parte- constituído de 17 obetivos que visam guiar a humanidade para um futuro melhor, entre eles, destaca-se a promoção em larga escala da saúde e do bem-estar. Hodiernamente,contudo, nota-se uma contradição a esse plano, uma vez que a ocorrência da Síndrome de Burnout, relacionada ao esgotamento físico e mental ligado à vida profissional, reduz a qualidade de vida da população que sofre com os sintomas. Diante disso, faz-se mister analisar as causas dessa problemática, com o intuito de solucioná-la, dando ênfase ao modelo econômico vigente e à falta de diálogo na esfera social.

Deve-se pontuar, de início, que o capitalismo, com seu principal objetivo de obter lucro, configura-se como um responsável pelo imbróglio. Nesse sentido, é válido salientar o ideário do filósofo Karl Marx, o qual afirma que o capitalismo faz com que a sua busca incessante por lucro ultrapasse os valores morais e éticos. No presente, é plausivel traçar uma semelhança com essa realidade, haja visto que as empresas, visando alcançar altos retornos financeiros, pressionam seus empregados , cada vez mais, a terem melhores rendimentos, o que faz com que esses se esgotem fisicamente e mentalmente e, por consequência, acabam desenvolvendo enfermidades adjacentes, como o estresse e a insônia. Desse modo, essa visão capitalista colabora para a redução da qualidade de vida desses profissionais.                     Outrossim, a inexistência de uma comunicação eficiente no contexto social sobre a Síndrome de Bernout e suas formas de prevenção é um complexo dificultador. Nesse ínterim, o sociólogo Habermas traz uma contribuição relevante ao defender que a linguagem é uma verdadeira forma de ação. Sob essa lógica, para se resolver um problema como o aumento do esgotamente mental e físico entre os trabalhadores, é indubitável que se debata sobre. Contudo, o que se observa na conjuntura hodierna é um silenciamente acerca do tema, que é pouco discutido no cenário nacional. Dessa forma, esse silenciamento, no que tange ao assunto, fomenta a perpetuação desse panorama.

Logo, é imperioso que medidas sejam tomadas para mitigar essa adversidade. Para isso, é preciso a Secretaria de Trabalho, em conjunto com a rede midiática- principal agente influenciador-, promova a disseminação de métodos preventivos à Síndrome de Burnout, a fim de reduzir os casos desse distúrbio na sociedade. Isso deve ser feito por meio da promoção de campanhas nas principais mídias, como a televisão e a internet, as quais abordem formas de reduzir esse esgotamento mental e físico, por exemplo, a prática do autocuidado, que envolve atividades como a meditação e a prática de esportes. Ademais, é preciso que essas campanhas conscientizem as empresas sobre a importância de zelarem por seus funcionários. Assim, estabelecer-se-á um ambiente saúdavel para os trabalhadores.