Síndrome de Burnout: o esgotamento físico e mental ligado à vida profissional
Enviada em 27/05/2021
A partir do século XVIII, com a Revolução Industrial - ato que revolucionou o modo de produzir -, teve como principal característica o aumento exponencial da produção, bem como expandiu de maneira proporcional as vagas de emprego. Em contraponto, nota-se que, no Brasil contemporâneo, tal panorama de sucesso não se instalou isento de dificuldades, dentre os quais cabe citar o aumento dos casos de indivíduos com a síndrome de burnout. Nesse sentido, torna-se urgente resolver as principais causas dessa problemática supramencionada: o trabalho excessivo e a mecanização do ofício.
Diante desse cenário, é lícito postular que a rotineração hiperbólica laboral é um dos sustentáculos do esgotamento físico e mental do indivíduo. A respeito disso, segundo a “Neurologia Básica”, um cidadão com uma rotina de trabalho intensa e duradora, afeta o sistema cerebral e corpóreo do organismo, podendo, chegar no estágio de desenvolver doenças, ocasionando, assim, a redução da expectativa de vida. Em paralelo, ao analisar a situação brasileira, fica claro que grande parte da comunidade está suscetível à essa síndrome, visto que a maioria passa inúmeras horas no trabalho, criando, assim, um solo fértil para a evolução de diversas patologias, podendo afetar todos os sistemas do corpo, agindo com mais força no grupamento nervoso. Logo, é urgente mitigar esse quadro deplorável para a resolução do óbice em questão.
Ademais, a automação da labuta é um dos pilares para a continuidade do problema em pauta. Além disto, segundo o livro “Manual da Psiquiatria Clínica”, a forma de trabalho automatizada afeta os pilares o bem-estar cerebrais, elevando a chance do individuo sofrer ansiedade, depressão e estresse extremo. À vista disso, ao analisar o sistema trabalhista brasileiro, fica clara a sua mecanização laboral, visto que grande parte das fábricas seguem o modelo industrial fordista - segunda revolução industrial - tendo como principais características o trabalho rápido e repetido. Portando, o trabalho é a porta de entrada para esses problemas neuropsíquicos. Desse modo, um dos caminhos a serem vencidos contra esse quadro degenerativo social é a introdução de um trabalho mais “humano”.
Em vista disso, é fundamental combater frontalmente e ostensivamente o trabalho excessivo e a mecanização do mesmo. Assim, cabe ao Estado - instância máxima do poder - a criação de campanhas e palestras, em locais públicos, para trabalhadores e empresários, objetivando florescer o sentimento de empatia social e ,assim, obter a diminuição da rotineração laboral, palestras que seriam ministradas por psicólogos e especialistas da área. Bem como, cabe a mídia - principal propulsora de informações e opiniões - realizar séries, que mostre o cenário fabril brasileiro, mostrando toda a sua automação, objetivando aumentar as denúncias contras as empreses que realizem tal prática.