Síndrome de Burnout: o esgotamento físico e mental ligado à vida profissional

Enviada em 16/01/2021

O longa metragem estadunidense “O Diabo Veste Prada” apresenta uma jovem jornalista que precisa aprender a lidar com as pressões impostas em seu ambiente de trabalho, e a complexa convivência com sua chefe e seus colegas de ofício. As dificuldades encontradas pela protagonista, que fidam afetando sua vida pessoal, não são diferentes dos problemas enfrentados diariamente por trabalhadores brasileiros, pois tanto o exagero de funções laboriais quanto o mal relacionamento interpessoal podem afetar de forma negativa a vida e a saúde dos empregados em questão.

Primeiramente, é importante explanar as maçantes cargas horárias de trabalho que proporcionam o esgotamento de trabalhadores em sortidos aspectos. O filósofo sul-coreano Byung Chul Han aborda em seu livro, Sociedade do Cansaço, os problemas derivados das rotinas laborais exaustivas e do excesso de positividade na sociedade. Como consequência, as doenças sociais, tais quais a Depressão, a Síndrome de Burnout e o Transtorno de Hiperatividade, podem se alastrar no cotidiano de distintos tipos de profissionais, afetando tanto sua produtividade no ambiente de trabalho quanto seus relacionamentos de âmbito pessoal, prejudicando, assim, seu bem estar físico e mental.

Ademais, outro fator relevante para entender as supracitadas doenças sociais, principalmente a Síndrome de Burnout, é o relacionamento entre os trabalhadores de forma coletiva. O estresse ocasionado pelas más relações em ambiente laboral afeta diretamente no desempenho dos empregados, prejudicando também a funcionalidade da instituição. Outrossim, a associação da rotina de trabalho desgastante com a má relação com os companheiros de ofício trás consequências negativas para o indivíduo, como a pressão oriunda do perfeccionismo profissional, o distanciamento da vida social e negligência de necessidades pessoais em razão das práticas trabalhistas.

Em suma, é evidente a necessidade de instituir medidas para mitigar a situação, uma vez que a problemática põe em risco a saúde de milhares de trabalhadores brasileiros. Assim, o Ministério da Saúde, aliado a empresas e instituições trabalhistas, deve instaurar um plano nacional de bem estar em ambiente laboral, visando a melhoria das condições na rotina dos empregados. Com a criação de tal programa, os funcionários podem obter mais liberdade trabalhista para organizar seu cotidiano, além da redução ou adequação de seu horário de trabalho. Dessarte, tanto trabalhadores como empresas podem ser beneficiados, uma vez que a melhoria das condições de serviço é diretamente proporcional a melhoria da qualidade das atividades, promovendo também a prosperidade pessoal.