Síndrome de Burnout: o esgotamento físico e mental ligado à vida profissional
Enviada em 14/01/2021
No mundo contemporâneo, a frase “Tempo é dinheiro” - dita pelo intelectual Benjamin Franklin- é muito aplicada no dia a dia das pessoas que sempre buscam formas de aumentar a produtividade. Nesse sentido, conforme a sede de melhoria na produtividade aumenta, os indivíduos esquecem de si próprios e da vida; por conta disso, muitos desenvolvem a Síndrome de Burnout, a qual ocorre em momentos de exaustão extrema. Nesse âmbito, tal síndrome é muito perigosa, pois, muitas vezes, passa despercebida e pode levar a doenças como depressão e ansiedade.
Em primeiro lugar, é notório que muitas pessoas, as quais visam ascender economicamente ou aumentar a produtividade, acabam por abdicar de momentos de descanso, lazer e diversão para se dedicarem inteiramente ao trabalho. Nessa conjuntura, tal situação foi citada pelo filósofo Karl Marx, o qual aponta que a estrutura (trabalho) influencia mais na superestrutura (lazer) do que o contrário. Dessa forma, o excesso de trabalho e de estresse misturado com a falta de lazer e de descanso leva ao desenvolvimento da Síndrome de Burnout, a qual, muitas vezes, passa despercebida, diminui a produtividade do indivíduo e aumenta a insatisfação pessoal.
Paralelamente, com o aumento da insatisfação pessoal, há uma chance muito alta de se desenvolver outras doenças, como depressão e ansiedade. Nesse aspecto, conforme a pessoa vê seu rendimento diminuindo progressivamente devido à exaustão, essa começa a ficar insatisfeita por não conseguir cumprir as metas que foram impostas, seja pelo trabalho seja por si mesma, e tal insatisfação se prolonga até se transformar em uma depressão. Logo, a busca constante pela produtividade não é saudável e é preciso haver equilíbrio entre o dever e o lazer.
Assim, a falta de equilíbrio entre o dever e o lazer é um obstáculo para evitar a ocorrência da Síndrome de Burnout nos trabalhadores. Dessa forma, cabe às empresas e corporativas - de todos os setores- elaborarem dias livres para os trabalhadores ao longo do ano, para que não se pense em trabalho ou no cumprimento de metas; desse modo, estimula-se o descanso e, consequentemente, aumenta-se a produtividade do funcionário. Tal ação deve ser feita por meio de reuniões com especialistas e com os donos das empresas, para que não haja malefícios nem para a empresa e nem para o empregado. Espera-se, com isso, aumentar o equilíbrio entre o dever e o lazer dos trabalhadores e diminuir o número de casos de funcionários que apresentam tal síndrome.