Síndrome de Burnout: o esgotamento físico e mental ligado à vida profissional

Enviada em 29/01/2021

“Um dia eu vou morrer, um dia eu chego lá, e eu sei que o piloto automático vai me levar”. O trecho retirado da música “Piloto Automático” retrata a angústia do eu lírico com o seu cotidiano, sem tempo para coisas que lhe fariam feliz, como família e lazer. Nessa perspectiva, a síndrome de Burnout, é um distúrbio psicológico que preocupação excessiva com o trabalho, uma tarefa cotidiana que, sem os devidos cuidados, pode acarretar problemas na saúde mental e no convívio familiar.

Primeiramente, é imprescindível ressaltar que o estresse gerado pela vida profissional pode acarretar problemas de saúde. Nessa perspectiva, a série “Todo mundo odeia o Chris” mostra Julius, que possui dois empregos e frequentemente se queixa de problemas de saúde relacionados a eles, como estresse e dor nas costas. Assim, a síndrome de Burnout, representa um risco a saúde,  ao fazer seus portadores passarem mais horas no trabalho ou pensando nele, fato que gera estresse. Desse modo, a rotina estressante é vivida em piloto automático e prejudica a saúde mental.

Outrossim, o cansaço físico e mental gerado pela síndrome de Burnout dificulta a interação familiar. Como um exemplo, pode-se citar o episódio do programa “Todo mundo odeia o Chris” em que Julius desaponta seu filho, Chris, por não dispor de nenhum tempo para ajudá-lo, como prometeu, devido à exaustão do trabalho, fato que gera tensões familiares, principalmente com sua esposa. Dessa forma, o excesso de tempo  e foco dedicados ao trabalho reduz os momentos de lazer e interação familiar e isso pode gerar angústias no meio familiar.

Portanto, urge ao Estado, cujo dever é zelar e tomar decisões em nome da coletividade, tomar medidas para previnir a síndrome de Burnout, a fim de propiciar o bem estar coletivo. Isso pode ser feito por meio de questionários anônimos, que constatem se os funcionários estão sobrecarregados nas respectivas empresas e, de acordo com o meio, deve-se mitigar os fatores de sobrecarga. Dessa forma, o cotidiano da vida profissional será vivido e não sobrevivido no piloto automático.