Síndrome de Burnout: o esgotamento físico e mental ligado à vida profissional
Enviada em 23/02/2021
O filme “Tempos modernos”, interpretado e dirigido por Charles Chaplin, critica o modelo trabalhista explorador e suas consequências para os operários da época. Hodiernamente, essa realidade não se faz distante, visto que síndromes como a de Burnout tornaram-se recorrentes devido à alta competitividade estimulada no ambiente de trabalho e na sociedade positivista do século XXI.
À priori, o aumento no número de profissionais no mercado de trabalho aumentou a rivalidade entre os funcionários. Desse modo, tornou-se necessário competência, criatividade e envolvimento efetivo cada vez maiores o que gera altos custos na saúde mental dessas pessoas. Entretanto, essa disposição mental passa a ser cada vez mais necessária para atingir essas demandas empresariais, quando por política de redução de custo subtrai-se o amparo do trabalhador e amplia-se a ameaça de desemprego.
Ademais, o positivismo da sociedade atual contribui para o surgimento de diversas síndromes como Burnout, e elas geram impactos psicossociais na vida da população. Consoante o livro do filósofo Sul-Coreano Byong Chul-Han, “Ensaio: a sociedade do cansaço”, o excesso de positividade culmina na sociedade do desempenho. Assim, essa produtividade exagerada passa a ser sinônimo de sucesso e norteia os indivíduos, o que resulta em quadros depressivos, esgotamento emocional, baixa produtividade e estresse, nos quais caracterizam-se como sintomas da Síndrome de Burnout, segundo o médico Drauzio Varella.
Em suma, estão claras as causas e consequências da Síndrome de Burnout e sua necessidade de mitigação. Portanto, é imprescindível o auxílio do Ministério do Trabalho, pricipal competência que rege os investimentos nesse setor, na fiscalização da salubridade das condições de tabalho, por meio de visitas periódicas com acompanhamento de um profissional psiquiátrico, a fim de resguardar a saúde do trabalhador em “tempos tão modernos”.