Síndrome de Burnout: o esgotamento físico e mental ligado à vida profissional

Enviada em 21/03/2021

Durante o getulismo, governo empregado pelo Ex-Presidente Getúlio Vargas, houveram várias medidas que garantiram os direitos àos trabalhadores e, com o auxilio sindical, o acolhimento médico, com a finalidade de melhorar a qualidade de vida desses. Entretanto, no Brasil contemporâneo, a classe trabalhadora sofre com doenças advindas do exgotamento fisico e mental, que é denominada Síndrome de Burnout. Nesse contexto, esse fatigamento ocorre tanto devido à ótica capitalista quanto pela globalização. Logo, atenuadores dessa situação são indispensáveis para alcançar os preceitos éticos getulhistas.

Em primeira análise, após a Revolução Industrial houve a aceleração do ritmo de produção, o que fomentou ainda mais o desejo burguês pelo lucro, o que causou um aumento na exploração da mão de obra. Assim, passou a ser exigido do trabalhador maior produtividade, sobrecarregando-o e, na tentativa de atender tal demanda e não ser demitido, o empregado fica responsável por um número exorbitante de tarefas, então, gasta o tempo para descanso e autocuidado. Desse modo, consoante aos pensamentos do sociólogo Karl Marx, que fez suas análises durante o período da Primeira Revolução Industrial, expõe sua teoria do “Fetichismo da Mercadoria”, no qual o produto é superestimado e, por isso, há a “Coisificação do Proletário” e este não é mais tratado como uma pessoa. Enfim, o descaso com o funcionário abre brechas para que seja explorado de modo a atender os desejos dos patrões.

Em segunda análise, o processo da globalização é denominado como o encurtamento aparente das distâncias causado pelo avanço tecnológico, de modo que surgiram e foram aprimorados diversos meios de comunicação. Todavia, esses meios permitiram que o trabalho se extendesse ao ambiente familiar, o que acarretou em um aumento da carga horária de trabalho então, o assalariado perde seu tempo e espaço de ócio dessa forma, mais propício ào esgotamento. Em conformidade ào filósofo Guilles Lipovetsky a tecnologia avançou mais rápido que a formação da moral, por isso ocorrem difamações no meio on-line. Compreende-se, então, que nem nos meios físicos a sociedade respeita o trabalhador, com a internet a situação de cansaço se intensifica.

Portanto, após analisar os impactos negativos do esgotameneto físico e psicológico da vida profissional à saúde e seus causadores é mister que medidas sejam tomadas para reduzi-los. O governo deve garantir que os trabalhadores não sejam explorados por meio de uma fiscalização do cumprimento dos direitos trabalhistas, também havendo a possibilidade da denúncia de abusos, a fim de que os contemplados não se exaustem durante a jornada de trabalho e assim mantendo a saúde.