Síndrome de Burnout: o esgotamento físico e mental ligado à vida profissional
Enviada em 03/03/2021
De acordo com Hipócrates um homem saudável é aquele que possui um estado mental e físico em perfeito equilíbrio. No entanto, a atual situação profissional dos trabalhadores acaba por não tornar as pessoas do mundo contemporâneo saudáveis, pois, sofrem de exaustão extrema mental e física. Esse cenário ocorre em razão da grande necessidade de velocidade e de produtividade imposta ao empregado, o que dificulta a vida do indivíduo em vários meios. Logo, faz-se necessário a análise dessa conjuntura, com o objetivo de mitigar essa problemática.
Em primeira análise, vale destacar que, com a Revolução Industrial houve o início da mecanização da produção e a promoção ao consumismo que se tornaram fatores para que aumentasse o imediatismo na sociedade. Nesse viés, pode se perceber que o homem que foi substituído por máquinas e consequentemente foi se exigindo cada vez mais do sujeito para que se alcance algo próximo ao que as tecnologias atuais fazem. Por este motivo, a Síndrome de Burnout está presente em grande escala na sociedade atual, visto que, desde o século XVIII, as exigências profissionais aumentaram e a necessidade de produzir mais em menos tempo se tornou uma tendência. Dessa maneira, a necessidade exagerada de mais rendimento não é condizente com o melhor cenário, uma vez que isso vai de desencontro com bem-estar do trabalhador.
Outrossim, vale ressaltar que a maioria dos profissionais que relatam possuir a Síndrome de Burnout possuem um aumento na agressividade, mudanças bruscas de humor; irritabilidade; dificuldade de concentração, ansiedade, depressão e baixa autoestima, fato que pode vir a causar efeitos secundários, atingindo o meio social e profissional. Dessa forma, o indivíduo portador da síndrome possui várias mudanças no psicológico e físico e isso faz com que comece a tratar mal as pessoas com quem convive, o que, pode piorar sua situação, sendo assim um problema para si mesmo e para outros habitantes.
Depreende-se, portanto, que, são necessárias mudanças para que haja uma redução desse imbróglio. Para isso, é mister que ao Governo Federal juntamente com o Ministério da Saúde (MS), por meio de uma maior destinação de investimentos, criem programas que auxiliem os trabalhadores a se monitorarem e caso estejam debilitados disponibilizem um tratamento psicológico aos indivíduos que possuem a síndrome. Ademais, também se faz imprescindível que a instituição Família em parceria com a Sociedade, ensine desde a adolescência a conciliar o trabalho com outras atividades, por meio de debates e palestras e com objetivo de reduzir a quantidade de pessoas que se focam excessivamente no trabalho. Logo, torna-se possível a construção de uma sociedade atenda corretamente à Declaração Universal dos Direitos Humanos, garantindo saúde e bem-estar a todos os habitantes.