Síndrome de Burnout: o esgotamento físico e mental ligado à vida profissional

Enviada em 25/03/2021

Com o advento da Primeira Revolução Industrial, as relações de trabalho sofreram algumas mudanças deixando de ser manufaturada e tornando-se industrializada. Com isso, a carga horária de trabalho dos proletariados aumentaram, devido ao desejo da burguesia em produzir cada vez mais, e consequentemente, o surgimento da Síndrome de Burnout. Ademais, essa síndrome, que atinge cada vez mais a população atual, está relacionada ao cansaço físico e psicológico do trabalhador. Por isso, faz-se necessário a análise dessa problemática.

Primeiramente, com a entrada da mulher no mercado de trabalho e a necessidade do aumento da renda familiar, a jornada de tarefas delas tornaram-se mais extensas e desgastantes, pois além de serem mães, esposas e donas de casa passaram a desempenhar o papel profissional. Demais, devido a sociedade patriarcal, a maioria delas precisam provar a sua capacidade de desempenhar qualquer tarefa profissional, por serem do gênero feminino e, por isso, são super cobradas pela sociedade. Logo, com o passar do tempo muitas mulheres podem começar a desenvolver os primeiros sintomas da Síndrome de Bornout, como isolamento, irritabilidade, ansiedade, depressão, baixa autoestima, pessimismo, lapsos de memória e dificuldade de concentração. Dessa forma, as relações sociais pessoais e não pessoais serão prejudicadas.

Segundo o médico e filósofo da Grécia Antiga, Hipócrates um homem saudável é aquele que possui um estado mental e físico em perfeito equilíbrio. No entanto, o atual cenário não permite esse equilíbrio, em razão da necessidade de uma produção exacerbada em um curto período de tempo que é imposta aos trabalhadores, dificultando cada vez mais a vida do indivíduo. Ademais, no Brasil, em média 20 mil pessoas são afastadas anualmente do ambiente de trabalho por problemas psiquiátricos e 32% da população desenvolveu a Síndrome de Bornout.

Dessa forma, com a finalidade de diminuir os casos de pessoas que possuem a Síndrome de Bornout, o governo juntamente com o Ministério da Saúde devem oferecer tratamento psicológico a todos os funcionários de empresas, contratar profissionais bem capacitados e fazer palestras sobre essa problemática, por meio do investimento de parte da verba na área da saúde e das redes sociais. Além disso, essas palestras devem ser feitas no meio virtual, em razão da pandemia do corona vírus e, também, para facilitar o acesso de toda a população.