Síndrome de Burnout: o esgotamento físico e mental ligado à vida profissional

Enviada em 25/03/2021

A Síndrome de Burnout, caracterizada pelo esgotamento físico e mental decorrente da vida profissional, é um fator desafiador no mundo. A Organização Mundial de Saúde (OMS) oficializou, recentemente, a doença como uma síndrome crônica, incluindo o Burnout na nova Classificação Internacional de Doenças (CID-11). Essa realidade apresenta diversos impasses, principalmente no que se refere à questão de cobranças diárias por melhores qualificações e bons resultados, além das longas jornadas de trabalho enfrentadas por muitos.

Em primeira análise, a enorme cobrança da sociedade, dos donos de empresas, e, até mesmo, dos próprios funcionários para bons resultados profissionais se torna bastante influente quanto a aumentar o percentual de casos da síndrome. Uma pesquisa realizada pela International Stress Management Association (Isma-BR) em 2018, calcula que 32% dos trabalhadores no país padecem da doença, valor equivalente a mais de 33 milhões de cidadãos. Com isso, esses profissionais transformam as suas vidas no trabalho e, quando não conseguem o reconhecimento esperado, perdem o estímulo para desempenhar a sua função.

Em segunda análise, as extensas cargas horárias de trabalho também são grandes responsáveis. O filme clássico de Charlie Chaplin, Tempos Modernos, é um grande exemplo, no qual o protagonista persegue uma mulher por achar que os botões de sua roupa são os parafusos que ele precisa apertar, devido à rotina exaustiva e enlouquecedora do operário numa linha de montagem. Contudo, deixa claro as consequências das intensas jornadas de trabalho.

É necessário, portanto, que medidas sejam implementadas para escassear esses conflitos. Os proprietários devem criar áreas humanizadas dentro das empresas, para que o funcionário tenha um momento de descontração e, consequentemente, uma diminuição do estresse. Deve, também, respeitar os horários de descanso dos contratados, a fim de reduzir a sobrecarga desses. Assim, os países sofreriam uma queda nas ocorrências da Síndrome de Burnout.